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Tempero para o Brasileirão

Por Débora de Oliveira
Publicado em: 09.04.2022 às 03:00

Se você hoje tivesse que apostar em um time como campeão brasileiro de 2022, séries A e B, certamente não colocaria os gaúchos entre os favoritos, certo?! Eu queria tanto estar errada.

Quero muito voltar aqui em novembro e fazer uma coluna mostrando o quanto estávamos equivocados com o que veríamos em campo. Mas isso parece tão distante quanto o mês onze do calendário.

O que vimos até agora ainda nos preocupa ou até mesmo não nos disse nada, e talvez por isso ainda não conseguimos vislumbrar uma virada de chave que os leve a um favoritismo que antes era tão certeiro.

Estamos distantes de um nome de referência que reverta nossas expectativas e ainda buscamos nos elencos que se formam algo que empolgue uma mudança de cenário para as frustrações do ano passado.

O Rio Grande do Sul não pode ser mero participante de nenhuma competição. Quem já viveu o protagonismo e levou respeito a todos os enfrentamentos que estavam em disputa, não pode se contentar com a sorte de um jogo de cada vez. O famoso e tão contestado "trocar os pneus com o carro andando", que o Argel se referiu alguns anos atrás, segue na estrada da dupla.

O que será que fez da grandeza das nossas cores lugar comum para quem corre contra elas?! Investimento tem. Estrutura tem. Condições de trabalho tem. Mas parece que não tem tempero de vitória, que não tem gana de disputa, que não tem identificação coletiva. Um ou outro nome abraça a causa como se fosse tudo responsabilidade dele, e isso é muito pouco.

Dos times vitoriosos da primeira à última conquista, não temos como focar nas individualidades. Todos faziam composição para o sucesso do outro em campo. Era certeza de abnegação conjunta pelo resultado. Ou você lembra de Grêmio e Inter campeão recentemente só pelo nome do Fernandão ou do Luan?! Duvido!! Você sabe que do Clemer ao Ramiro, passando por Ceará e Marcelo Grohe, na contribuição do Pedro Rocha e do Gabiru, nas defesas de Geromel e Índio, na vibração de Kannemann e do Iarley… e assim ficaria aqui buscando nomes, todos eram reconhecidamente fundamentais para uma certeza de vitória.

Que os dos elencos de agora se façam inesquecíveis depois. Que se mostrem decisivos na transformação que precisamos para resgatar o que de melhor já fizemos. Para que a competição em si seja o de menos, e as atuações sejam demais!!

Que minha falta de confiança agora seja meu mero engano de depois! Boa sorte aos dois!


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