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20 de novembro: racismo não é um problema do negro

Por Lucilene Athaíde
Última atualização: 20.11.2019 às 12:05

Hoje é o Dia da Consciência Negra. Data idealizada nos anos 70 pelo movimento negro e que tem como proposta ampliar o debate racial no Brasil. O 20 de novembro teve como grande embaixador o poeta gaúcho Oliveira Silveira e foi incorporada ao calendário nacional escolar no ano de 2003. A data também marca a resistente luta do líder quilombola Zumbi dos Palmares.

Quando chega este dia questiona-se sempre o fato de existir uma data específica apenas para celebrar a consciência e / ou existência de determinada etnia. É nítido que precisamos celebrar, sim. Celebrar os avanços da luta antirracista, a força e a garra deste povo que construiu o Brasil. E mais do que isso, precisamos também refletir. Contudo, se engana quem pensa que esta é uma data de reflexão somente aos negros. Pelo contrário, esta é uma questão de toda a sociedade brasileira, que durante séculos se beneficiou do trabalho de escravizados e que ainda hoje usufrui de privilégios que são oriundos deste macabro período da História da Humanidade.

Sueli Carneiro, notória intelectual negra brasileira, diz que todo o branco se beneficia do sistema racista, de forma inconsciente ou consciente, mas que nem todo o branco quer assinar este pacto. Desta forma, o racismo não é um “problema do negro”, mas sim um assunto que precisa ser amplamente debatido por todos os segmentos da sociedade. Sem este debate franco, não haverá mudanças significativas na estrutura que segue oprimindo, estereotipando e marginalizando sujeitos racializados.

Por isso, em busca de um caminho mais igualitário, seguimos usando esta data para a discussão. O 20 de novembro é o nosso pacto de igualdade e de combate à discriminação.

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