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Notícias | Rio Grande do Sul NOVAS ORIENTAÇÕES

Estado aumenta para sete dias período mínimo de isolamento para casos de Covid-19

Pessoas que tiveram contato próximo com casos confirmados também devem ser afastadas; entenda

Por Joyce Heurich
Publicado em: 27.01.2022 às 12:36 Última atualização: 27.01.2022 às 13:21

A Secretaria Estadual da Saúde (SES), por meio do Centro de Vigilância em Saúde (Cevs), divulgou novas orientações quanto ao tempo de isolamento para casos positivos e suspeitos de Covid-19. Publicada na quarta-feira (26), a mais recente Nota Informativa, que substitui a anterior, altera de cinco para sete o período mínimo e também prevê o afastamento de contactantes. (Veja os detalhes abaixo).

Estado aumenta para sete dias período mínimo de isolamento para casos de Covid
Estado aumenta para sete dias período mínimo de isolamento para casos de Covid Foto: Lu Freitas/Prefeitura de Novo Hamburgo

O protocolo foi modificado pelo Estado em adequação a uma portaria publicada na última terça (25) pelo Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério do Trabalho e da Previdência, que estabelece o afastamento de trabalhadores positivados por, no mínimo, uma semana. A orientação é diferente da divulgada duas semanas antes pela pasta.

O documento estadual atual segue as novas diretrizes do governo federal, com uma exceção: mantém em 10 dias o intervalo mínimo de isolamento para quem não se vacinou ou está com o esquema vacinal em atraso. A portaria do MS não diferencia vacinados de não-vacinados e permite a redução do prazo de isolamento para esse grupo.

'Insuficiente', diz especialista

Virologista e professor da Universidade Feevale, Fernando Spilki entende que a oscilação nas orientações pode acabar confundindo a população. Além disso, considera o protocolo insuficiente, mesmo com o aumento do período mínimo de isolamento.

"É confuso e os sete dias não garantem segurança. Colocar febre como definitivo ou diminuição dos sintomas respiratórios... Um indivíduo só com coriza pode estar transmitindo o vírus. É pouco segura a orientação. O ideal é sempre puxar isso para 10 dias, como sempre foi. Aí a gente já tem uma queda no número de indivíduos que está excretando o vírus", avalia.

Procurado, o Ministério da Saúde não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

Regras de isolamento para casos positivos

Pessoas com o esquema vacinal em dia:

Para as duas situações, reforçar o uso de máscaras e demais medidas de prevenção no retorno às atividades.

Pessoas com status vacinal em atraso ou não vacinadas:

Orientações para contactantes

Contactantes próximos assintomáticos de caso confirmado por teste: recomenda-se quarentena pelo período de 10 dias, podendo ser reduzida para 7 dias em caso de teste rápido de antígeno com resultado não reagente (a ser realizado a partir do 5º dia do último contato com o contaminado) ou caso o teste não esteja disponível. 

Se o teste estiver indisponível ou der negativo, deve-se reforçar as medidas de prevenção por 14 dias após o último contato com o caso, tais como: manter distância maior que 1,5 metro de outras pessoas, reforçar o uso de máscara, a higienização das mãos, a etiqueta respiratória e evitar ambientes com grande aglomeração de pessoas. Além disso, quando possível, priorizar a realização de teletrabalho.

Contactantes sintomáticos: seguem as recomendações para casos suspeitos. Porém, para contactantes próximos domiciliares, que vivem na mesma casa, não há recomendação de testagem se iniciarem sintomas, podendo ser confirmada a contaminação por critério clínico-epidemiológico. A contagem para seu período de isolamento deve iniciar a partir do início dos seus sintomas.

Definição de contato próximo

Conforme cita o documento da Secretaria Estadual da Saúde, trata-se de: "contato próximo e continuado com um caso confirmado por RT-PCR, RT-LAMP ou Teste de Antígeno, considerando o período correspondente a partir de 2 dias antes do início dos sintomas do caso confirmado, E:

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