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Notícias | Rio Grande do Sul PREVISÃO

Onda de calor chega à fase mais intensa e fim de semana será tórrido

Máximas podem ser superiores a 40°C na região. Calorão vai se estender até segunda-feira

Publicado em: 21.01.2022 às 06:00 Última atualização: 21.01.2022 às 09:46

Para quem achava que o pior da onda de calor já havia passado, um aviso: os próximos dias serão escaldantes em todo o Rio Grande do Sul. A MetSul Meteorologia alerta para um calorão excepcional durante o fim de semana com a intensificação de uma massa de ar extremamente quente e persistente. Por isso, para quem não estiver nas praias, lagoas ou rios, a piscina ou até mesmo o banho de mangueira podem ser os melhores aliados. 

Vale apelar até para o bom e velho banho de mangueira
Vale apelar até para o bom e velho banho de mangueira Foto: PAULO PIRES/GES

As máximas previstas para esta sexta-feira (21) e para o fim de semana vão ficar cerca de 10°C ou mais acima das médias históricas do mês de janeiro. "Trata-se de um desvio incomum e que somente se observa nesta época do ano", observa a meteorologista Estael Sias, adiantando que a temperatura em algumas cidades deve atingir marcas inéditas. "Pela excepcionalidade do calor previsto, que trará máximas sem precedentes em várias décadas e talvez até um século", resume.

Em algumas cidades o máximo do calor ocorrerá no sábado e em outras na tarde do domingo, prevê a meteorologista, apontando termômetros ao redor dos 40°C. "Até cidades que costumam ser um refúgio nestes dias de calor extremo, como São Francisco de Paula ou Cambará do Sul terão calor muito intenso", afirma.

Região em ebulição

No Vale do Sinos, as máximas devem alcançar os 40°C hoje, 41°C no sábado, entre 40°C a 42°C no domingo e novamente em torno de 40°C na segunda. Em Campo Bom, é possível que a máxima fique perto ou encoste no recorde mensal de máxima para janeiro, de 41,6°C, registrado em 10 de janeiro de 2006. O recorde absoluto, desde o começo das medições em 1984, de 41,9°C em 16 de novembro de 1985, é mais difícil de ser alcançado.

Marcas históricas

A onda de calor que entra no seu décimo dia e já derrubou recordes e estabeleceu marcas históricas entra no seu período de maior intensidade. Conforme a MetSul, o recorde oficial de temperatura já registrada no Rio Grande do Sul pode ser ameaçado. A marca é de 42,6°C, observada em Alegrete no dia 19 de janeiro de 1917 e em Jaguarão em 1º de janeiro de 1943.

Estações meteorológicas particulares no interior gaúcho, em particular no Noroeste, têm há dias indicado máximas de 44°C, entretanto, somente temperatura observada oficialmente em equipamentos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) são computadas para fins de recorde na climatologia histórica.

Na quinta-feira (20), segundo o Inmet, Uruguaiana chegou a tórridos 42,1°C. Segundo o instituto, desde 27 de janeiro de 1986 o Rio Grande do Sul não tinha temperatura acima dos 42°C. Balanço da MetSul aponta que várias estações já atingiram recordes e marcas históricas durante esta onda de calor.

Porto Alegre, que possui dados desde 1910, anotou no último domingo (16) uma máxima de 40,3°C. Foi a quarta maior máxima oficial na cidade em 112 anos de observações e apenas a terceira vez no último meio século, desde que os registros passaram a ser feitos no Jardim Botânico, em que a capital gaúcha registrou máxima acima de 40ºC. O recorde é de 40,7ºC de 1º de janeiro de 1943, que, por pouco, não foi igualado em 6 de fevereiro de 2014, quando os termômetros marcaram 40,6°C.

Onda longa e extrema

A onda de calor não é apenas muito intensa, é também bastante prolongada. A explicação, segundo a MetSul, está em um fenômeno denominado de domo ou cúpula de calor. O verão significa clima quente – às vezes perigosamente quente – e ondas de calor extremas se tornaram mais frequentes nas últimas décadas por conta das mudanças climáticas. Às vezes, o calor escaldante fica aprisionado no que é chamado de cúpula de calor.

Entenda mais na imagem abaixo:

Bolha calor site

O que sobressai na atual onda de calor intensificada pelo fenômeno é sua força, extensão e duração. Na Argentina, onde o ar quente foi mais abrangente na semana passada, esta sexta-feira será o 12º dia seguido com máximas acima de 40°C. Buenos Aires teve duas das três mais altas máximas de sua história de 116 anos de dados computados somente na semana passada. E o Rio Grande do Sul enfrenta a mesma situação.

Até quando vai o calor extremo?

"Não acaba tão cedo", diz a meteorologista Estael Sias. O calor deve até ceder em quase todo o Rio Grande do Sul no começo da próxima semana, com mais nuvens e instabilidade, contudo, ao menos até terça ou quarta-feira (26) o calor seguirá intenso. Os dados apontam a possibilidade de na quarta uma frente fria avançar pelo RS com chuva e temporais, rompendo com o bloqueio atmosférico da onda e trazendo o tão esperado alívio.

Risco de temporais

O alto risco de temporais isolados neste período de calor excepcional até o começo da semana que vem permanece. São ocorrências muito pontuais, localizadas, mas que podem trazer estragos e transtornos por chuva excessiva em curto período, fortes vendavais e queda de granizo. "O calor excessivo aumenta não apenas a probabilidade de tempestades isoladas, como agrava o risco de que sejam muito fortes ou severas", adverte Estael.

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