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Notícias | Rio Grande do Sul Mais transmissível

Com variante de Manaus no RS, especialista defende de 14 a 21 dias a mais de restrições

Transmissão comunitária de cepa mais transmissível do coronavírus, ou seja, quando não se sabe a origem da infecção, foi confirmada em Porto Alegre. Virologista defende que medidas mais rígidas na circulação de pessoas sigam por até três semanas

Por Ermilo Drews
Publicado em: 03.03.2021 às 09:29 Última atualização: 03.03.2021 às 09:45

Mutação do coronavírus ajuda a explicar aumento dos casos, mas comportamento da população contribui muito para isso Foto: Adobe Stock
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande Sul (Cevs) e a Diretoria de Vigilância em Saúde de Porto Alegre confirmaram 21 casos de moradores de Porto Alegre com a variante do coronavírus identificada primeiro em Manaus. A identificação da chamada cepa P1 ocorreu em parceria com o Hospital de Clínicas da Capital (HCPA).

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Em 13 dos casos não foi possível estabelecer contato com pessoas que tenham viajado a localidades onde circula o vírus. Com isso, a transmissão é considerada comunitária, ou seja, quando não é possível rastrear a origem da infecção. Gramado registrou o primeiro caso da nova variante em 13 de fevereiro. Foi num idoso de 88 anos que acabou morrendo.

Diante destes dados e do colapso na saúde do Estado, o virologista e professor da Universidade Feevale, Fernando Spilki, defende que a restrição de circulação seja estendida por mais duas ou três semanas. “Sem isso, difícil que se note algum efeito. Se não tomarmos e respeitarmos essas medidas agora, seremos todos duramente julgados no futuro, pode acreditar.”

“Esta variante nos causa preocupação, pois ela é até duas vezes mais transmissível que as linhagens anteriores, tem causado quadros graves mesmo em indivíduos mais jovens”, explica Spilki. Ele acredita que a explosão de casos no Rio Grande do Sul tenha relação com a dispersão rápida desta variante e também com as aglomerações registradas durante o período de férias. “Está bem estabelecida a transmissão comunitária da cepa P1 pelos achados obtidos em Porto Alegre e Gramado.” 

De acordo com o especialista, estudos devem mostrar em breve a dimensão da circulação da cepa P1 no Estado. No entanto, para ele, seguramente a variante de Manaus circula em todas as regiões do País hoje. “E também temos a circulação em diversos estados da variante britânica B.1.1.7, com características similares. Determinar a presença desta variante no Estado, seguramente, é questão de tempo.”

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