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Notícias | Região

A professora que passou a fazer reforço

Publicado em: 01.06.2021 às 03:00 Última atualização: 01.06.2021 às 09:30

A professora Mara Regina Capeletti, de Novo Hamburgo, encontrou uma fonte de renda no meio da crise educacional. Demitida de uma escola particular em 2018, ela passou a dar aulas de reforço para alfabetização de alunos durante a pandemia.

"Percebi essa necessidade, conversando com pessoas conhecidas que têm filhos na alfabetização, e eles simplesmente não conseguiram aprender. Não é culpa do professor, não tem como alfabetizar uma criança on-line", afirma.

Com mais de 20 anos de experiência em escolas públicas e privadas, Mara já trabalhou com alunos do maternal até o quarto ano do ensino fundamental, como professora, auxiliar de educação e orientadora disciplinar.

Atendimento

Em março deste ano, a professora montou um espaço em casa com material didático, quadro e computador e anunciou as aulas em suas redes sociais. Desde então, ela atende individualmente dois alunos de sete anos, que cursam o segundo ano na rede municipal de Novo Hamburgo.

Ela avalia que, para esta faixa etária, a principal dificuldade das crianças é nas habilidades básicas como segurar o lápis com firmeza, recortar com uma tesoura e usar a régua.

A professora acredita que essa geração terá um desenvolvimento acima da média na relação com a tecnologia, mas teme uma defasagem nos aspectos sociais.

"Vai estimular por um lado, mas vai faltar o estímulo da questão humana, do convívio, socialização", conclui.

 

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