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Notícias | Região Volta às aulas

Decisão do governo estadual sobre volta às aulas presenciais divide opiniões de entidades

Cpers Sindicato considera que o decreto é uma decisão que coloca alunos, professores e funcionários em risco

Por Joceline Silveira
Publicado em: 23.04.2021 às 19:59 Última atualização: 23.04.2021 às 20:06

Salas de aulas Foto: Inézio Machado/GES/Inezio Machado/GES
Os sindicatos que representam os professores do Rio Grande do Sul, profissionais que ainda não foram vacinados contra a Covid-19, alertam para risco a docentes e alunos. Nesta sexta-feira, o governo do Estado publicou decreto que autoriza a retomada das atividades presenciais na Educação Infantil e dois primeiros anos do Ensino Fundamental nas cidades em bandeira preta que estiverem registradas no sistema de cogestão.

O Cpers Sindicato considera que o decreto é uma decisão que coloca alunos, professores e funcionários em risco. “Com esta manobra, o governo cede mais uma vez à pressão de interesses privados em detrimento do direito à vida. O CPERS espera que a liminar seja preservada e mantém a posição quanto ao alto risco do ambiente escolar”, diz nota oficial. A entidade não descarta medida judicial.

O Sinpro, sindicato que representa os professores da rede particular, considera que a medida desrespeita medida judicial vigente. “A intenção do governo, nitidamente é a de forçar uma interpretação equivocada da decisão judicial que permanece vigente”, explica Cecília Farias, diretora do Sinpro/RS.

Segundo ela, qualquer flexibilização permitindo aulas presenciais durante a bandeira preta “fere a decisão judicial e representa uma ameaça à saúde de professores, funcionários de escola e estudantes”.

Instituições aprovam retorno

O presidente do Sindicato das Instituições de Ensino Privado (Sinepe-RS), Bruno Eizerik defendeu nesta quarta-feira o retorno das aulas presenciais e argumentou que a manutenção das escolas fechadas traz um "prejuízo indiscutível”.


Eizerik destaca ainda que a inclusão da educação no sistema de cogestão era um pedido antigo do SINEPE/RS ao Governo do Estado. “Saudamos a decisão do Governo em incluir o setor educacional no sistema de cogestão, e assim permitir a reabertura das escolas durante a vigência da bandeira preta. Esse Decreto permitirá aos municípios ter autonomia para abrir as instituições, assim como já fazem com os demais setores em uma situação de flexibilização de bandeira. Lamentamos que só agora, após dois meses de escolas fechadas, conseguimos essa solução, mas nossas instituições estão preparadas e nos municípios que for permitido, estarão reabertas segunda-feira", salienta.

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