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Notícias | Região Desfecho sem vítimas

'Ele dizia que ia matar o filho', diz comandante da BM sobre cárcere em Ivoti

Baleado por policiais, homem foi transferido para HPS em Canoas; jovem passa bem

Por Susi Mello
Publicado em: 03.03.2021 às 12:15 Última atualização: 03.03.2021 às 17:16

Ivoti: cárcere privado durou 6 horas Foto: Carlos Rissotto
Inconformado em não poder ter contato com a ex-esposa, por conta de uma medida protetiva judicial da Lei Maria da Penha, um homem resolveu atentar contra a vida do próprio filho, em Ivoti. Durante seis horas, um vendedor desempregado, de 50 anos, usou uma faca para ferir e tentar matar o filho, de 24 anos. Durante o cárcere e como forma de tortura psicológica, o pai enviava fotos do atento contra o filho à ex-mulher.

O homem chegou na residência, que fica na Rua Albino Kern, no bairro Sete de Setembro, entre 1 hora e 1h30 da madrugada desta quarta-feira (3). No local, estava apenas o filho. A ex-mulher e outra filha, não estavam no local. Como a medida protetiva havia sido emitida durante a terça-feira, elas foram para casas de parentes. 

"Ele dizia a todo momento que ia matar o filho", conta o comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel João Ailton Iaruchewsk. Segundo  ele, o objetivo do homem era cometer o atentado contra a ex-esposa, mas como ela não estava em casa ele fez o filho de refém do cárcere privado. "Tentamos negociações, mas houve a negativa", relembra.

Quando não se ouvia mais a voz do jovem, o Bope fez a incursão no quarto e deparou-se com o pai em cima do filho tentando-o matar com a faca. Foi aí que o Bope efetuou disparos, atingindo braço e cabeça do homem. 

Os dois foram encaminhados, com vida, para o Hospital São José, em Ivoti. O agressor, ainda pela manhã, foi encaminhado para o Hospital de Pronto Socorro de Canoas, e o jovem estava bem.

Homem manteve filho em cárcere privado por 6 horas em Ivoti Foto: Carlos Rissotto/ GES-Especial

Pai pediu flores aos policiais para velório do filho

O agressor chegou a pedir aos policiais que providenciassem flores para o velório do filho. A situação é declarada pelo comandante do Bope, major Felipe Costa Santos Rocha. "Ele tinha um discurso desconexo. Falava várias vezes que queria matar o filho, falava que queria que comprássemos flores para o velório do filho", relembra.

Por ter o histórico de violência, a equipe resolveu ingressar no cômodo após não ouvir mais o jovem responder ao ser chamado. "Ele dizia que o filho sangrava, que iria morrer", conta o comandante. Foi aí que ocorreu a intervenção tática e a equipe deparou-se com o pai debruçado sobre o filho, que tentava segurar os braços do pai. 

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