Publicidade
Notícias | Região Fraude financeira

Dívidas de R$ 1,1 bilhão e 23,2 mil clientes: entenda os negócios fraudulentos da Indeal

Empresa de Novo Hamburgo teve esquema desarticulado em 2019 e é alvo de nova operação Polícia Federal nesta quarta-feira

Publicado em: 03.03.2021 às 09:11 Última atualização: 03.03.2021 às 09:14

Antes da Operação Egypto: sócios da InDeal em momento de descontração na sede da empresa em Novo Hamburgo Foto: Arquivo Pessoal
Quase dois anos após a Polícia Federal escancarar os negócios fraudulentos da Indeal Consultoria em Mercados Digitais, de Novo Hamburgo, a empresa é novamente alvo de uma operação da PF. Nesta quarta-feira, são cumpridos mandados de busca e apreensão e também de prisão na região e em mais três estados. Mas quais os crimes que fizeram a Indeal ser investigada?

A empresa prometia enriquecimento fácil com o investimento em criptomoedas e rendimento de 15% ao mês. Segundo as investigações, em seis meses, o esquema havia movimentado mais de R$ 700 milhões, valor que chega a R$ 850 milhões em um ano e já pode ter ultrapassado a cifra de R$ 1 bilhão.

Um relatório da Receita Federal, que faz parte do inquérito da PF, aponta que a Indeal tem dívidas de R$ 1,1 bilhão com 23,2 mil clientes em todo o Brasil, mas, principalmente na região.

A ilegalidade das operações da InDeal não estava apenas na ausência de autorização do Banco Central para agir no mercado financeiro. A empresa também captava recursos com pessoas e empresas interessadas em investir em criptomoedas, mas não completava a operação. Ou seja, o dinheiro levantado ficava para uso dos próprios sócios. 

Em 2019, PF também cumpriu mandados no Hamburgo Village, condomínio de luxo, em Novo Hamburgo Foto: Arquivo Pessoal
A investigação também levantou informações que mostram que os sócios da InDeal apresentaram evolução patrimonial de grande volume e que, em alguns casos, passou de menos de 100 mil reais para dezenas de milhões de reais em cerca de um ano.

Na manhã do dia 21 de maio de 2019, a Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a Operação Egypto, que resultou na prisão de dez pessoas, dentre elas os cinco sócios da empresa, as esposas dos sócios e colaboradores.

Atualmente, os dez respondem em liberdade, com outros sete réus, ao processo criminal por fraudes financeiras.

Foto por:
Descrição da foto:


Operação nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira, a nova fase da Operação Egypto busca cumpre 20 ordens judiciais nas cidades de Novo Hamburgo, Estância Velha e Campo Bom, na região; fora do RS, há mandados  em cumprimento em São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória, no Espírito Santo.

Também são executadas ordens judiciais para bloqueio de 170 imóveis registrados em nome de investigados e de “laranjas”, com valor total estimado em 80 milhões de reais, e para apreensão de veículos.

Os maioria dos investigados nesta etapa são pessoas identificadas a partir de informações que surgiram com a análise do material apreendido na primeira fase da operação em 2019.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.