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Notícias | Região Operação Iceberg

Polícia descobriu nada menos que oito empresas de fachada que pertenciam aos Manos

Conforme divulgado na manhã desta quarta-feira (02), uma empresa funcionava na fronteira com o Paraguai, no Mato Grosso do Sul, facilitando a compra de entorpecentes no país vizinho

Publicado em: 02.12.2020 às 08:41 Última atualização: 02.12.2020 às 08:45

Policiais foram reunidos desde o meio da madrugada desta quarta-feira (02) Foto: PAULO PIRES/GES
A apuração em torno da Operação Iceberg, lançada pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (02), foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Sapucaia do Sul. A investigação coordenada pelo delegado Gabriel Borges chegou a estabelecimentos comerciais de fachada que funcionavam sob a aparente legalidade. Também conseguiu identificar empresas que recebiam valores no Estado do Mato Grosso do Sul, quase na fronteira com o Paraguai.

O objetivo, conforme concluído pelos policiais, era justamente a compra de entorpecentes no país vizinho. "Eles agiam de forma muito bem estruturada", apontou o delegado. "Tinha quem recolhia os valores e transferências nas contas bancárias determinadas; quem negociava as drogas; e quem apenas destinava o dinheiro arrecadado para comprar imóveis e carros de luxo, transformando o dinheiro do crime em algo acima de qualquer suspeita."

Ao longo de seis meses de apuração, foram identificadas oito empresas de fachada: duas em Franca, em São Paulo; duas em Ponta Porá e uma em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul; duas em Curitiba, no Paraná; e uma em Sapucaia do Sul. "Além dos mandados de prisão, busca e apreensão, conseguimos quebras de sigilo fiscal, bancário e financeiro, garantindo o bloqueio de contas bancárias e sequestros de imóveis e outros bens pertencentes aos criminosos", informou o delegado Mario Souza.

A investigação vai continuar e novas empresas podem ser implicadas no esquema até o fechamento do inquérito. Na avaliação do delegado Gustavo Borges, a ofensiva representa um novo modelo no enfrentamento da Polícia Civil ao crime organizado. "Buscamos a descapitalização da organização, o que gera enfraquecimento", frisa.

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