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Notícias | Região Três Coroas

Entenda o que houve com a barragem no Paranhana

Depois do susto de moradores de Três Coroas que viram as águas do rio barrentas e inclusive com peixes mortos, especialistas explicam como foi a manutenção preventiva em represa que acabou liberando lodo

Por Caroline Staudt
Publicado em: 22.10.2020 às 03:00 Última atualização: 22.10.2020 às 09:04

Agora a seco, estrutura passará por vistoria e adequações Foto: Divulgação/Grupo CEEE
Um dia depois que as águas do Rio Paranhana mudaram de cor e moradores se assustaram com peixes mortos, especialistas detalharam como foi a abertura programada da Barragem das Laranjeiras que provocou o problema. Na terça-feira chegou a haver desabastecimento em Três Coroas depois que a captação foi interrompida preventivamente pela Corsan, deixando 80% dos moradores sem água.

Ontem, a água do rio apresentava melhora nos indicadores. "Pela manhã já observamos uma grande mudança na aparência e na qualidade da água", informou a secretária de Agricultura e Meio Ambiente, Eliane Aparecida Martins dos Santos. Segundo a representante da pasta, não houve mais casos de mortalidade de peixes. O abastecimento de água foi normalizado ainda na noite de terça-feira, conforme informou a Assessoria de Imprensa da Corsan.

Construída na década de 60, a Barragem das Laranjeiras está localizada no limite entre os municípios de Canela e Três Coroas. A estrutura estava desativada e apresentava vazamentos. A barragem está sob a responsabilidade da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica.

Em agosto, a CEEE recebeu a denúncia de um vazamento significativo na barragem. Equipes foram enviadas ao local. "Constatado o vazamento, solicitei que a equipe ficasse de plantão", explicou o diretor de Geração do Grupo CEEE, Carlos Augusto Almeida. Uma nota técnica foi enviada ao governo do Estado, informando a preocupação com um possível rompimento da barragem.

Desde 30 de agosto a CEEE realiza trabalhos no local. No dia 3, por segurança, a intervenção teve início. Sábado foi feita a abertura de uma das duas comportas de Laranjeiras, onde foi necessário adaptar barras de aço com capacidade de içamento de 100 toneladas. Almeida explica que a vazão da água foi controlada para evitar prejuízos à população.

A grande quantidade de lodo que estava no fundo do reservatório é resultado da falta de manutenção nas últimas décadas. A previsão do diretor é de que, pelo menos, nos próximos quatro meses a barragem permaneça vazia para inspeção técnica e intervenções para deixar a estrutura em condições de segurança. "Ressaltamos que este procedimento não trará nenhum prejuízo para a população", pontua Almeida.

Comusa monitora

Em Novo Hamburgo, a Comusa, através de sua Assessoria de Imprensa, informou que segue monitorando a situação da água do Rio dos Sinos (do qual o Paranhana é afluente). Até o final da tarde de ontem, nenhuma alteração havia sido registrada no rio.

 

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