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Notícias | Região Ensino

Alunos de Gravataí criam projeto sustentável para reduzir desperdício de água

Equipe de robótica utiliza coletores para captar e reutilizar água da chuva e placas solares para gerar energia nas instalações do Sesi da cidade

Última atualização: 06.02.2020 às 10:35

Estudantes do Sesi se destacam em robótica com projeto inovador Foto: SESI/DIVULGAÇÃO
Alunos de robótica do Sesi de Gravataí desenvolveram um projeto que utiliza placas solares e coletores de água da chuva para reduzir despesas dentro da própria escola. A iniciativa de tornar o ambiente em que estudam mais sustentável será apresentada durante o Torneio SESI de Robótica FIRST Lego League (FLL), que ocorrerá no início de março, em São Paulo. Este ano, os competidores terão que apresentar soluções para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios. “Utilizamos placas solares para diminuir os gastos com energia. Conseguimos usar essas placas também em locais como academia e pracinhas para as crianças, tudo dentro do SESI. Com isso, a gente também conseguiu recolher energia cinética”, explica a aluna Fernanda Sturza, de 16 anos, uma das integrantes da equipe “Untitled”.

Segundo Guiomar de Souza, professora de matemática e técnica da equipe, Fernanda e os colegas Emelly Padilha, Isaias Barbosa, João Vitor da Silva, Liriel de Souza e Matheus Martins se preocuparam também em mudar hábitos que geram desperdício, como lavar uma calçada por 15 minutos, que consome, em média, 300 litros de água. “Eles pensaram: ‘se vou ajudar as cidades, por que não começar pela minha escola?’. A partir daí, elaboraram esse projeto que contemplava a redução nos custos de energia e de água, porque eram problemas que tínhamos na escola. Estávamos extrapolando os gastos com energia elétrica”, afirma. A instalação do painel solar, estima Guiomar, pode gerar uma economia de até 95% na conta de luz, além de não gerar impactos para o meio ambiente por ser uma energia limpa.

A professora se mostra orgulhosa e conta ainda que os jovens pensaram no projeto a partir de uma aula que tiveram sobre práticas sustentáveis e meio ambiente. “Eles elaboraram com a instalação dessas placas solares, sensores de luminosidade, sensores de presença em lugares que não eram muito acessados a todo momento e coleta da água da chuva, para ser usada nas descargas do banheiro, lavar o pátio da escola e irrigar a horta que a gente tem”, completa Guiomar.


A competição

O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reúne 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens. Todo ano, a FLL traz uma temática diferente.
O diretor de Operações do Departamento Nacional do Sesi, Paulo Mol, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta.

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