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PF ouve Carla Zambelli, Carlos Oliveira e Alexandre Saraiva em inquérito

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) deverá esclarecer a troca de mensagens com ex-ministro em que pede ao ele aceite a mudança na direção-geral da PF solicitada por Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo
Última atualização: 13.05.2020 às 18:27

Deputada federal Carla Zambelli (PSL - SP) Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
A deputada federal Carla Zambelli (PSL) e os delegados Carlos Henrique Oliveira de Sousa e Alexandre da Silva Saraiva prestam depoimento à Polícia Federal em Brasília na tarde desta quarta, 13, no âmbito do inquérito sobre suposta tentativa de interferência do presidente Jair Bolsonaro na corporação. As oitivas marcam o terceiro dia de depoimentos na investigação sobre as acusações feitas pelo ex-ministro Moro ao deixar o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.

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Ex-chefe da Polícia Federal do Rio, Carlos Henrique de Oliveira Sousa assumiu o posto na superintendência fluminense após a exoneração do delegado Ricardo Saadi em 2019, pivô da primeira crise pública entre Bolsonaro e Moro. Este último prestou depoimento à PF na segunda, 11, afirmando que sua saída do comando da corporação fluminense foi antecipada em agosto do ano passado a pedido e sem justificativa clara.

Nesta quarta, 13, foi publicada a nomeação de Carlos Henrique Oliveira como o diretor-executivo da PF, se tornando o número dois do novo diretor-geral Rolando Alexandre de Souza. Quem ficará no comando da corporação fluminense é o delegado Tácio Muzzi, que já coordenou a Lava Jato no Estado e chegou a assumir interinamente o cargo de superintendente no ano passado - antes da entrada de Oliveira.

O delegado Alexandre da Silva Saraiva também teve envolvimento com a crise na PF do Rio ano passado. Após antecipar a troca na PF do Rio e depois de a corporação apontar Carlos Oliveira para a vaga, Bolsonaro afirmou que 'ficou sabendo' que Saraiva, amigo dos filhos do presidente, iria assumir o posto na superintendência fluminense. Em nova entrevista, horas depois, baixou o tom. "Eu sugeri o de Manaus. Se vier o de Pernambuco não tem problema, não", afirmou.

Já a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) deverá esclarecer a troca de mensagens com ex-ministro em que pede ao ele aceite a mudança na direção-geral da PF solicitada por Bolsonaro e, em troca, diz que se comprometeria 'a ajudar' com uma vaga no STF.

Das oitivas determinadas pelo ministro Celso de Mello, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, resta somente a do ex-chefe da PF em Minas, Rodrigo Teixeira. O delegado prestará depoimento nesta quinta, 14, em local ainda não definido.

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