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Jackson Müller é preso novamente pela Polícia Civil por 'atrapalhar investigação', diz delegado

Ex-secretário de Meio Ambiente de Canela é suspeito de envolvimento em esquema de corrupção na pasta; segundo o delegado Heliomar Franco, biólogo simulou o arrombamento da própria casa; entenda

Por Redação
Publicado em: 01.07.2022 às 09:15 Última atualização: 01.07.2022 às 09:41

O biólogo Jackson Müller, ex-secretário de Meio Ambiente de Canela, foi novamente preso em sua casa, em Novo Hamburgo, na manhã desta sexta-feira (1º). Ele havia sido detido na 8ª fase da Operação Cáritas, que investiga esquema de corrupção na Secretaria de Meio Ambiente de Canela, na Serra, no dia 19 de maio. Foi solto provisoriamente no dia 25 de maio, mas voltou a ser detido, desta vez preventivamente, na nova fase da operação, nesta manhã. O motivo foi por "atrapalhar o andamento da investigação", segundo o delegado Heliomar Franco, diretor da Delegacia Regional de Gramado. 

Jackson Müller fez coletiva em sua defesa após ser preso pela primeira vez
Jackson Müller fez coletiva em sua defesa após ser preso pela primeira vez Foto: João Ávila/GES-Especial
A prisão preventiva foi decretada pelo Poder Judiciário a pedido da Polícia Civil de Canela. Ele será levado ao presídio de Canela.

Segundo o delegado, Müller foi novamente preso por "forjar fatos" e "intimidar testemunhas". O "investigado chegou a simular o arrombamento de sua própria residência, contratando criminosos de alta periculosidade, inclusive com vínculos de dentro do sistema prisional, para levar de sua casa computador, HDs e armas de fogo, posteriormente fazendo manifestações públicas no sentido de que a Polícia Civil pouco ou nada tinha feito para investigar o fato".

O delegado diz, ainda, que policiais civis de Novo Hamburgo interrogaram o suspeito pelo arrombamento da casa de Müller, que "confirmou ter sido contratado por R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para a simulação do crime, tendo levado da residência um computador, 6 HDs e duas armas de fogo".

A investigação ainda diz que o suspeito, que já exerceu cargo junto ao alto escalão da Secretaria do Meio Ambiente, intimidava servidores da Pasta, tendo sido registrada ocorrência policial sobre os fatos. 

A reportagem tenta contato com a defesa de Jackson Müller.

Em entrevista, biólogo contrariou investigação

No dia 16 de junho, o biólogo realizou uma entrevista em sua casa, onde contrariou a investigação. Na presença do advogado Ricardo Cantergi, Müller apresentou documentos e trouxe sua defesa em relação aos tópicos levantados pela Polícia Civil em relatório.

Na ocasião, ele falou sobre o suposto arrombamento de sua residência. "Seguiram minha mulher e eu. Acham que eu armaria a destruição da minha própria casa?", questionou. Segundo Jackson, um fato que chamou a atenção foi que "no dia que a Polícia veio até a minha casa, estavam com um mandado de busca e apreensão. Achei curioso o fato que foram buscar documentos e objetos exatamente nos mesmos locais de quando invadiram a minha casa. Eu acompanhei e fui preso após".

O arrombamento foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Novo Hamburgo, que investiga o caso.

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