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Notícias | Novo Hamburgo Efeito Covid

Análises da Feevale indicam redução na circulação do vírus da gripe

De 249 análises feitas pelo Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, em apenas duas amostras resultados deram positivo para influenza

Por Débora Ertel
Publicado em: 14.09.2020 às 07:00 Última atualização: 14.09.2020 às 10:27

Vacinação, cuidados com higiene, uso de máscara e distanciamento social contribuíram para registro ínfimo de casos de gripe no Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale Foto: Bianca Dilly/GES-Especial
O distanciamento social, uso de máscara e a alta cobertura vacinal contra a gripe refletiram no número de casos de influenza. De 249 amostras analisadas pelo Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale para Covid-19, em apenas duas foram encontradas a presença do vírus H1N1. As outras variações da influenza não foram identificadas em nenhum dos testes. Proporcionalmente, isso significa que apenas 0,83% dos exames deram positivo para gripe. Os dados são inéditos para a região, principalmente porque o Laboratório Central do Estado (Lacen), em decorrência da pandemia, não está realizando testagem para os outros vírus.

Segundo os dados mais recentes da Secretaria Estadual da Saúde (SES), em 2018, o Estado teve 622 casos confirmados de gripe, sendo que destes 98 resultaram em óbito.

Conforme o coordenador do Laboratório e presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Fernando Spilki, até início de outubro, será analisado o total de mil amostras. No entanto, os resultados preliminares já demonstram que a região segue uma tendência observada em todo o mundo. “Baixou a circulação do vírus influenza e esses números mostram isso.

É um resultado que não seria normal em outra época. Mas agora houve um cuidado maior”, analisa. Inclusive, o assunto tornou-se tema da pesquisa de mestrado em virologia da biomédica Ana Karolina Antunes Eisen, 23 anos. “Os cuidados preventivos funcionaram bem”, analisa a pesquisadora. Para Spilki, o hábito de usar máscara poderia seguir mesmo após a pandemia, como forma de prevenção à gripe.

Comparativo fluminense corrobora tese de queda

No Rio de Janeiro também foi sentida a queda de casos de gripe. De janeiro a julho, conforme dados da Secretaria de Saúde fluminense, foram 11 casos e nenhum óbito. No ano passado, o Estado registrou 161 casos e 62 mortes. Em 2020, a queda até julho foi de 93% em relação a 2019.

O Jornal NH fez contato com os laboratórios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), mas as duas unidades realizam análises somente para SARS-CoV2, o novo coronavírus.

O Brasil teve, em 2019, 1.109 óbitos decorrentes Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza. Segundo o Ministério da Saúde, isso representa 22,5% de todas as mortes por SRAG que fazem parte do levantamento.

Cobertura vacinal foi de 90% no RS

Das duas amostras positivas para gripe na Feevale, um dos pacientes não estava vacinado. Em relação ao outro, o laboratório não recebeu a informação. "A vacinação é algo fundamental na prevenção", salienta. Neste ano, o Rio Grande do Sul atingiu a meta de 90% de cobertura vacinal para influenza. O público idoso chegou a 116%, e os trabalhadores da saúde, 112,88%. A imunização diminuiu as internações pela doença, evitando sobrecarga de atendimentos.

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