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Notícias | Gravataí NEGÓCIOS

Unidades do Grupo BIG em Gravataí são entraves na compra de R$ 7,5 bilhões pelo Carrefour

Apesar da ter a aprovação recomendada pelo Cade, negociação depende da venda de lojas no Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará

Por Juliano Piasentin
Publicado em: 27.01.2022 às 17:38 Última atualização: 27.01.2022 às 18:23

Mesmo aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a aquisição do Grupo BIG Brasil pelo Grupo Carrefour Brasil - por cerca de R$7,5 bilhões (US$1,3 bilhão) - gera preocupação em relação à situação do negócio em algumas cidades brasileiras. Entre elas, as gaúchas Gravataí, Viamão e Santa Maria, além de Recife, Olinda e Juazeiro do Norte.

Unidades do Grupo BIG em Gravataí são entraves na compra de R,5 bilhões pelo Carrefour
Unidades do Grupo BIG em Gravataí são entraves na compra de R,5 bilhões pelo Carrefour Foto: Grupo BIG/Divulgação
A questão envolve as unidades do Grupo BIG nestes municípios, que contam com outras marcas sob seu comando. Em Gravataí, por exemplo, além do Hipermercado BIG, na parada 74, pertencem ao grupo o supermercado Nacional, na parada 66, e o atacarejo Maxxi, na parada 70. Contando também com o Carrefour e o Atacadão, a venda poderia causar danos na concorrência da região.

A superintendência-geral do Cade, então, recomenda que o negócio seja aprovado mediante a venda de unidades nestes locais.

O Cade tem até 240 dias, prorrogáveis por mais 90 dias, para concluir a análise do negócio - prazo que começou a ser contado em julho passado. No total, está prevista a compra de 388 lojas. São 63 unidades da marca Maxxi, 43 da rede Sam’s Club, 86 da rede Big, 45 da Super Bompreço, 54 da Nacional e 97 da TodoDia.

Conforme a Cade, as empresas envolvidas no negocio são concorrentes em três mercados: comércio varejista de autosservico (envolvendo Supermercado, Hipermercado, Atacarejos e Clubes de Compras); atacado de distribuição de produtos primordialmente alimentícios e outros bens; e revenda de combustíveis no varejo. Apesar disso, a Superintendência diz que o ato não tem potencial de gerar preocupações concorrenciais, e negociou com as partes um Acordo em Controle de Concentrações (ACC) por meio do qual estão "previstos remédios estruturais e comportamentais."

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