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Notícias | Gravataí Crime

Três pessoas são indiciadas em caso de injúria racial no Dom João Becker

20 pessoas foram ouvidas pela polícia entre investigados, servidores do hospital, testemunhas, pacientes e acompanhantes

Por Shállon Teobaldo
Última atualização: 20.05.2020 às 18:17

Hospital é gerido pela Santa Casa Foto: Arquivo/GES
A 1ª Delegacia de Polícia Civil de Gravataí indiciou nesta quarta-feira (20) três pessoas envolvidas no caso de suposta agressão e injúria racial a idoso no hospital Dom João Becker, ocorrida em 18 de abril. A vítima, Everaldo da Silva Fonseca, 62 anos, que acompanhava a esposa internada, registrou uma ocorrência contra profissionais da casa de saúde que o acusaram falsamente de furto de um celular. Ele disse ainda que teria recebido ofensas raciais, fato que foi comprovado pela investigação, e que teria sido agredido, crime não confirmado pela polícia.

Após investigação, que ouviu 20 pessoas entre investigados, servidores do hospital, testemunhas, pacientes e acompanhantes, análise de câmeras de segurança do local e outras provas e dados, o delegado Márcio Zachello, indiciou uma técnica de enfermagem, que ainda trabalha na instituição pelos crimes de injúria racial e constrangimento ilegal. Além dela, outros dois ex-empregados do Becker, uma técnica de enfermagem e um vigilante, que foram demitidos em decorrência da situação, foram indiciados por constrangimento ilegal.

Sobre o crime de injúria racial, a polícia registrou no inquérito que uma testemunha presenciou as ofensas ao idoso e ouviu uma das indiciadas dizer em baixo tom “foi aquele nego ali que furtou o celular”, corroborando com a queixa de Everaldo. A respeito da acusação de agressão, onde a vítima informou ter sido empurrada pelos funcionários, apesar de o laudo pericial apontar roxos e escoriações no homem, nenhuma das pessoas que depuseram, nem as câmeras de segurança, determinam violência física contra Everaldo.

Sendo assim, Zachello solicitou ao Departamento Médico Legal, do Instituto Geral de Perícias, o esclarecimento do provável momento de produção das lesões constatadas no exame de corpo de delito. Por enquanto, ninguém foi indiciado por esse crime. Se condenados, os apontados pela Polícia Civil podem pegar de 1 a 3 anos de detenção pelo crime de injúria racial e de 3 meses a 1 ano por constrangimento ilegal.

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