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Notícias | Gravataí Torneio de taco

O dia em que os reis do taco jogaram às ganhas em Gravataí

Na quente manhã deste sábado (8), as duplas tomaram conta do campo da Amovale, na Morada do Vale III, para dar show no jogo de taco. Entre uma balaca e outra manha das antigas, Tupi e Cristiano ergueram a taça

Por Eduardo Torres
Última atualização: 10.02.2020 às 18:11

Os craques do taco deram show de técnica, e de balaca, na Amovale Foto: Eduardo Torres/GES
Não, o calor absurdo da manhã deste sábado (8) não fez os nossos craques do taco se micharem. Desde as 9h, eles chegavam à sede da Amovale, na Morada do Vale III, em Gravataí, com direito a preparação e estratégias bem definidas.

"O importante é ser rápido", garante o Leandro Mattos.

Aos 36 anos, ele levou para o Torneio de Taco de Gravataí o filho, Matheus, de 13 anos, como sua dupla. Os dois passaram a tarde da sexta (7) confeccionando um par de tacos raiz. Ou melhor, o trio de tacos. Com três meses, a Marília, maninha do Matheus, também ganhou o seu, todo cor de rosa.

"Vai ser a minha estreia, não sei ainda qual é a manha para conseguir ganhar", confessou o Matheus.

O pai Leandro formou dupla com o Matheus, mas a pequena Marília também ganhou o seu taquinho Foto: Eduardo Torres/GES

Já para o Leandro, o torneio que faz parte do Gravataí Mais Verão tinha um tom de reencontro.

"Foi uma ideia perfeita. Ano passado até brinquei um pouquinho na praia, mas assim, às ganhas, nem lembro mais quanto tempo faz que eu não jogo", conta o pai.

Quem também tinha no campo da Amovale era a Rose Rakopk Rodrigues, 51 anos. Também estava munida com os tacos que o irmão, Vladimir, a sua dupla, havia preparado.

"Era muito bom esse tipo de brincadeira. imagina, eu me criei com seis irmãos homens, então, estava sempre metida em jogo de bola de gude, de taco, correndo na rua. Olha, acho que eu ainda era adolescente na última vez em que joguei taco", diz ela, que é da Morada do Vale II.

Para Rose, neste jogo, que tem a sorte de sair jogando com os tacos, já tem meio caminho andado para a vitória. E para definir quem saía jogando, era preciso respeitar as regras: com direito a seco ou molhado. Aquela melhor de três com o lançamento do taco para o alto, que é o cara ou coroa dos especialistas na modalidade.

Torneio foi um reencontro com a infância para a Rose Foto: Eduardo Torres/GES

Mas, claro, é preciso um certo cuidado com o próprio equipamento. E neste aspecto, o vereador Alan Vieira, 33 anos, caprichou. Chegou com os seus tacos bem enroladinhos, como fazem os craques do tênis com as raquetes. Deve ser estratégia?

"Nada, é balaca mesmo", ele confessa.

E quem preparou foi o pai dele.

"Meu pai sempre nos estimulou a brincar na rua, jogar taco. Quando eu vi que teria o torneio, fiz questão de procurar ele e ver se tinha uns tacos lá que ele guarda para os netos. Aí ele se empolgou", brinca o Alan.

O vereador Alan Vieira foi um dos "atletas" do taco Foto: Eduardo Torres/GES

Ao todo, nove duplas se inscreveram. E cada uma jogou pelo menos duas partidas. É claro, teve um pequeno congresso técnico para reforçar as regras:

"E quando pedir licença, tem que pedir dispensa para voltar para o buraco?"

"Só conta ponto quanto os tacos encostam?"

"Quando faz ponto, zeram todas as tacadas para trás ou zera uma por uma?"

Dúvidas solucionadas, taco lançado ao ar no seco ou molhado, bolinha lançada!

Tupi e Cristiano, com direito a "vapo", conquistaram o título Foto: Eduardo Torres/GES

No começo da tarde, quem comemorou foi a dupla Tupi e Cristiano, dois veteranos do futebol amador de Gravataí. Leandro, e o filho e estreante Matheus, ficaram com o segundo lugar.

"Foi uma baita ideia, que mobilizou o pessoal. Nossa ideia é criarmos ao longo do ano uma espécie de circuito pelas comunidades de Gravataí, nos núcleos esportivos. Deu muito certo", vibra Odair Santos, que organizou o torneio neste sábado.

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