Publicidade
Acompanhe:
Notícias | Gravataí Feira do Livro

Começou a feira, e o Gustavo, de quatro anos, já sabe o que vai ler

Cortejo percorreu as principais ruas do Centro de Gravataí anunciando a abertura da 33ª Feira do Livro. Na noite desta segunda, acontece a abertura oficial

Por Eduardo Torres
Última atualização: 19.11.2019 às 14:44

Cortejo convidou a vizinhança para a Feira do Livro Foto: Eduardo Torres/GES
Foi só as primeiras bancas abrirem, pouco depois do meio-dia desta segunda (18), que o Gustavo Schreiber, do alto dos seus quatro anos, levou a avó para a Feira do Livro de Gravataí. A dúvida era grande sobre qual livro escolher. Na verdade, sobre qual segundo livro escolher. O primeiro, o Gustavo não teve dúvidas: histórias da Peppa Pig e da Patrulha Canina.

Enquanto os olhinhos curiosos do menino percorriam as prateleiras das primeiras bancas, a avó, Ana, não continha o orgulho:

"Ele adora livros. Já sabe até ler. Hoje vem comigo, e amanhã vem com a mãe".

CONFERE A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA FEIRA

Agarrado ao livro, e não muito a fim de conversar, o Gustavo quase não percebeu a confusão. Era o cortejo animado, que mantém a tradição de partir da Feira e percorrer as principais ruas do Centro nas primeiras horas de funcionamento do evento. Neste ano, 21 livreiros ocupam a Praça da Bíblia, em frente à prefeitura. Mas as atrações vão muito além dos livros. Há intensa programação de contação de histórias, teatro, sessões de autógrafo e música.

Gustavo não teve dúvida na escolha do seu primeiro livro nesta feira Foto: Eduardo Torres/GES

"A feira é um espaço de resistência da arte"

A abertura oficial do evento deste ano aconteceria às 19h, seguida por um bate-papo com o patrono da Feira, o multifacetado Zé Victor Castiel, com mediação do jornalista Túlio Milmann. O CG conversou com o patrono:

CG: Este negócio de ser patrono em uma Feira do Livro é uma novidade para ti?

Zé Victor Castiel: É muito novidade. E é com muita honra que eu recebi e aceitei este convite. Acho muito bacana diversificar esse tipo de honraria de ser patrono da feira para pessoas multifacetadas, como eu me considero. Eu encaro como uma honraria afetiva. É como se eu me responsabilizasse pelo evento.

CG: Tens um livro publicado. Qual a tua relação com a literatura?

Zé Victor Castiel: O meu livro é mais um relato de memórias do teatro gaúcho dos anos 80 e 90. Mas sou um leitor voraz. A literatura é fundamental para o teatro e as artes cênicas. O texto do teatro é literatura.

CG: Qual a importância de um evento deste tipo?

Zé Victor Castiel: Eu considero fundamentais as feiras do livro, a valorização do livro físico, do cheiro dele. É uma forma de mostrar que a pessoa pode e deve ter o controle sobre as páginas, as histórias, a leitura. E não ficar apenas presa à máquina, ou a uma tela. O livro de papel não tem substituto. Lembro quando surgiram os primeiros celulares mais tecnológicos, e que diziam que o rádio iria acabar, não acabou. O mesmo aconteceu quando surgiram os tablets capazes de reproduzir livros, e as feiras seguem de pé. Tem coisas que não podemos simplesmente trocar.

CG: No atual momento do Brasil, aumenta a importância de eventos como a Feira do Livro?

Zé Victor Castiel: Hoje há uma tentativa de minimizar a importância da arte no Brasil. A nossa missão é de resistência, de contrariar isso. A arte é parte fundamental da educação, e investir em educação é uma garantia de futuro. Uma feira do livro é, principalmente, um espaço para fazer trocas, conviver. Hoje as pessoas mal conseguem conviver. Até os desentendimentos hoje são pela internet.

Zé Victor Castiel, o patrono, participa de evento na noite desta segunda Foto: Divulgação/PMG

CG: O que o Zé Victor está preparando para 2020?

Zé Victor Castiel: Agora estou terminando a produção do Porto Verão Alegre, estou preparando uma peça, rodando um filme, estou envolvido em séries. Rodei recentemente um filme no Uruguai e já estou partindo para uma série no interior do Rio Grande do Sul. Tem ainda as estreias das séries "Chuteira Preta", na Amazon, e da "Sempre Poa", que estreou no Prime Box Brazil.

CG: Fala um pouco da tua relação com Gravataí.

Zé Victor Castiel: Tenho muito carinho pela cidade, e costumo vir muito a Gravataí. Especialmente pelo ótimo teatro que tem, no Sesc Gravataí. Inclusive, nós trazemos peças do Porto Verão Alegre para Gravataí. Então, ser escolhido o patrono da feira, só reforça esse vínculo que eu tenho com Gravataí.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.