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Coronavac é eficaz contra variante brasileira do coronavírus, aponta estudo

Pesquisa foi feita com mais de 67 mil profissionais de saúde de Manaus, onde a P1 é predominante

Publicado em: 07.04.2021 às 11:49 Última atualização: 07.04.2021 às 11:50
 
Apenas profissionais de saúde da linha de frente devem receber vacina em Manaus Foto: Prefeitura da Manaus
Resultados preliminares de um estudo feito com 67.718 trabalhadores da saúde de Manaus mostram que a Coronavac, vacina contra a Covid-19, tem 50% de eficácia na prevenção da doença após 14 dias da primeira dose. A pesquisa do grupo Vebra Covid-19 é a primeira a avaliar a efetividade do imunizante em um local onde a variante P.1 é predominante.

Mais detalhes sobre o estudo serão apresentados na tarde desta quarta-feira (7). Os dados divulgados à imprensa são de uma análise interina e o artigo científico com os resultados deve ser publicado até o próximo sábado.

Segundo o médico infectologista Julio Croda, responsável pelos trabalhos, foi constatado que a vacina mantém contra a P.1 o mesmo nível de eficácia apontado nos ensaios clínicos.

"É uma tranquilidade. Enquanto a gente tiver a P.1 como variante predominante, o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais podem continuar administrando a vacina porque ela vai trazer algum impacto do ponto de vista do controle da doença", defende.

"A gente verificou quem desses [profissionais] tinha tido a doença e foi checar se ele tomou a vacina. E a partir desses dados a gente conseguiu calcular a efetividade da vacina, que é a eficácia na vida real, no mundo real", explica.

Os dados relativos à efetividade completa, com as duas doses, ainda estão sendo coletados. Além do estudo em trabalhadores de saúde em Manaus, o grupo vai avaliar a efetividade da CoronaVac e da vacina da Astrazeneca em Idosos nas cidades de Manaus, Campo Grande, São Paulo e no estado de São Paulo.

O estudo é realizado pelo grupo Vebra Covid-19, que envolve pesquisadores de instituições nacionais e internacionais e servidores da secretaria de saúde do estado do Amazonas e de São Paulo e das secretárias da saúde nos municípios de Manaus e São Paulo. Eles também têm apoio da Organização Panamericana de Saúde (Opas).
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