Publicidade
Esportes | Grêmio Mais uma marca

Renato Portaluppi se tornará o técnico recordista de jogos pelo Grêmio

Em três passagens, o comandante soma sete títulos. Tricolor enfrentará o Goiás nesta segunda-feira, na Arena, em jogo atrasado do Brasileirão

Por Jauri Belmonte
Publicado em: 30.11.2020 às 10:19 Última atualização: 30.11.2020 às 10:26

Lance da partida entre Gremio e Sport disputada na Arena do Gremio, em partida valida pela Campeonato Brasileiro 2020. Foto: Lucas Uebel/Grêmio/LUCAS UEBEL/GRêMIO

O mundo do futebol tem ídolos e Renato Portaluppi, sem sombra de dúvidas, é um deles. Não apenas como o atleta (ponta-direira) habilidoso, goleador e polêmico que foi, mas, também, como o treinador que se mostra na casamata do Tricolor. Natural de Guaporé, na Serra, Renato é - e será sempre - aclamado pelo torcedor do Grêmio que brada a paixão pelas cores azul, preto e branco em qualquer canto do mundo.

Nesta segunda-feira (30), quando a bola rolar às 18 horas no gramado da Arena entre Grêmio e Goiás, o jogo atrasado valerá muito mais que os três pontos no Brasileirão, mas, sim, números que consolidarão, ainda mais, Renato como um ídolo. Ele se tornará o treinador que mais vezes comandou o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, com 384 jogos. O número fará com que ele ultrapasse outro ídolo do clube, Oswaldo Rolla (383). Os números são do Museu do Grêmio Hermínio Bittencourt. 

Como treinador, esta é a terceira passagem de Portaluppi pelo Grêmio. Entre 10 de agosto de 2010 e 29 de junho de 2011, ainda na era do saudoso Estádio Olímpico, o ídolo foi considerado como uma aposta do então presidente Duda Kroeff. Em pouco menos de um ano de trabalho, foram 65 jogos, sendo 33 vitórias, 16 empates e 16 derrotas - 58,9% de aproveitamento. A segunda passagem do técnico aconteceu já quando o Grêmio mandava os seus jogos na nova Arena. A curta trajetória durou entre 1º de julho e 08 de dezembro de 2013, somando 39 jogos. Na oportunidade, foram 17 vitórias, 12 empates e 10 derrotas. O aproveitamento foi de 53,8%. 

A terceira - e atual - trajetória iniciou em 18 de setembro de 2016 (há pouco mais de quatro anos e dois meses). Inicialmente, ele foi contratado para o lugar de Roger para cumprir contrato de três meses, com um discurso semelhante ao atual: priorizar a competição de mata-mata, que na época era a Copa do Brasil. Renato realmente cumpriu o prometido e muito mais que priorizar, conquistou a competição em 2016, com um futebol de encher os olhos. 

A proposta ofensiva, rendeu ao treinador e ao torcedor gremista uma sucessão de títulos. Do tricampeonato gaúcho (2018, 2019 e 2020) à Recopa Gaúcha (2019). As conquistas não se limitam apenas ao certame regional. Portaluppi deu aos gremistas, também, a Libertadores 2017 e a Recopa Sul-Americana 2018. Na era Renato, os números confirmam o bom aproveitamento da base, além de um futebol ofensivo e que busca o gol de forma insaciável. Somente nesta última passagem, foram três goleadores oriundos da base. Everton, hoje no Benfica, marcou 57 vezes; Luan, no Corinthians, 39; enquanto Pepê, um dos principais nomes do atual Tricolor, já marcou 29 vezes sob o comando do ídolo. 

Da Serra para o Mundo

Para se tornar o ídolo dentro e fora dos gramados, Renato Portaluppi fez da insistência a motivação. Ele chegou a trabalhar em uma padaria em Bento Gonçalves antes de chegar em Porto Alegre, e iniciar, cercado de irreverência, uma trajetória de muitas conquistas.

Depois de muito insistir, Renato conseguiu uma oportunidade para representar o juvenil do Esportivo de Bento Gonçalves. Pouco depois, o atacante deu seus primeiros passos no Grêmio. O início da carreira teve um crescimento instantâneo. Renato não precisou de muito tempo para ser promovido do time juvenil para o principal em 1982. Em 1983, no entanto, Renato foi alçado à titularidade e logo se firmou como um dos maiores craques do futebol nacional.

Com atitude e protagonismo, Renato Portaluppi comandou um dos melhores anos da história do Imortal Tricolor, que começou direito a grandes exibições e uma assistência improvável para César, no gol que deu ao Grêmio seu primeiro título da Copa Libertadores da América.

Mas Portaluppi tinha muito mais a oferecer. Na decisão do Mundial de Clubes, diante do Hamburgo, que era uma das potências europeias e que havia vencido a Juventus de Platini na disputa do maior título europeu do ano, ele mostrou ao mundo o porquê seria ídolo. Foram dois gols marcados e o mundo fora pintado de azul, preto e branco. A carreira ainda contou com passagens brilhantes pelo Flamengo, Fluminense e o fim da carreira, em 1999, no Bangu.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.