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Flamengo x River Plate: os principais duelos em campo da final da Libertadores

Decisão da competição entre brasileiros e argentinos, neste sábado, em Lima, promete ser um duelo de grande emoções

Última atualização: 22.11.2019 às 14:33

Flamengo do técnico Jorge Jesus busca o título contra o River Plate Foto: AFP
Gabigol contra Pinola e Lucas Martínez Quarta, a batalha das ideias entre os meias Fernández e Palacios e De Arrascaeta e Everton Ribeiro, o cara a cara dos goleiros são alguns dos duelos esperados da final da Copa Libertadores, às 17 horas deste sábado, entre o River Plate, atual campeão, e o Flamengo. A um dia da disputa do título no estádio Monumental de Lima, River e Flamengo medirão forças em um duelo inédito pela coroa da América do Sul com uma variedade de grandes nomes em campo, alguns deles de volta ao continente após vários anos na Europa e outros em busca de visibilidade.

Para começar, a partida será uma memorável oportunidade de colocar frente a frente os dois melhores técnicos do torneio: Marcelo Gallardo e o português Jorge Jesus, amantes do jogo ofensivo, mas com armas distintas para sentir o futebol.

Gabigol imparável

Gabriel Barbosa, o Gabigol, é o artilheiro da Libertadores com sete gols. Inquieto em campo e de muita movimentação e participação, o atacante de 23 anos evoluiu sua forma de jogar. Em nada se parece com aquele garoto de 20 anos que, após conquistar a medalha de ouro olímpica com a Seleção nos Jogos do Rio-2016, foi vendido pelo Santos à Inter de Milão por 25 milhões de euros.

Em apenas três anos, Gabigol deixou para trás o fracasso europeu - disputou 10 jogos com a Inter e 5 com o Benfica em um ano e meio -, retornando ao Brasil em janeiro de 2018 emprestado ao Santos, clube que o revelou. Mas o Flamengo apareceu em seu caminho, assumiu o empréstimo junto à Inter no início da temporada 2019 e o colocou para jogar ao lado de Bruno Henrique, outro ex-santista, criando a dupla de ataque mais perigosa da Libertadores.

Agora, Gabigol é um centroavante moderno, que costuma cair mais pela ponta direita, e a estrutura do Flamengo está montada par que ele seja o finalizador de um jogo rápido e ofensivo. Sabe encontrar espaços na área, jogar com a bola no pé, criar espaços e finalizar. Quem terá a missão de parar o artilheiro rubro-negro é o veterano zagueiro Javier Pinola, de 36 anos, ao lado de Lucas Quarta (23 anos), uma das apostas do técnico Marcelo Gallardo há três temporadas. "O Flamengo tem um grande jogo coletivo ofensivo, com dois atacantes muito bons, de muita mobilidade. Não podemos dar nem um centímetro, porque sabemos o quanto são perigosos", analisou Pinola, um dos capitães do River Plate.

Cérebros em ação

Ignacio Fernández e Exequiel Palacios são os termômetros do River. Quando jogam bem, o River funciona como a engrenagem de um relógio. O jogo ofensivo do River Plate começa nos pés de Palacios, de apenas 21 anos e sondado por clubes europeus desde o ano passado. E seu melhor parceiro no meio de campo é 'Nacho' Fernández.

Palacios tem um bom jogo por dentro, com boa mobilidade e visão. Nacho transita tanto pelos lados como pelo centro. É o cérebro da equipe: cria, dribla, chega à área adversária para finalizar e ajuda na recomposição defensiva. "O Flamengo é um grande time, provou isso no Campeonato Brasileiro e na Libertadores. É uma equipe armada com jogadores que vem da Europa, com experiência, e isso faz deles perigosos", elogiou Fernández, de 29 anos.

Everton Ribeiro e o uruguaio Giorgian De Arrascaeta exercem papel parecido no Flamengo. Aos 30 anos, Everton Ribeiro é um dos melhores jogadores do Brasileirão, com um futebol vertical e capacidade para driblar e passar pela esquerda. É também o maior "garçom" de Gabigol e Bruno Henrique, com o maior número de assistências da equipe. De Arrascaeta, de 25 anos, tem a mesma função pelo lado esquerdo, mas com maior capacidade de finalização do que Everton Ribeiro.

Armani x Alves, segurança 100%

Franco Armani e Diego Alves encarnam o goleiro moderno: seguros debaixo do travessão, também sabem jogar com os pés e são exímios pegadores de pênaltis. Os dois goleiros são pilares de suas equipes.

O argentino, inquestionável no gol do River desde que chegou ao clube em janeiro de 2018, foi um dos responsáveis pelo quarto título de Libertadores do clube, no ano passado. Suas atuações, tanto na Libertadores como no Campeonato Argentino, também permitiram a Armani chegar à seleção de seu país e disputar a Copa do Mundo da Rússia-2018 e a Copa América do Brasil-2019.

Diego Alves, de 33 anos, vestiu a camisa '1' do Flamengo em meados de 2017 após seis anos defendendo o Valencia, da Espanha. O goleiro do Flamengo é um dos maiores pegadores de pênalti do futebol mundial e tem o recorde de defesas no Campeonato Espanhol, com 24 paradas em 50 cobranças.

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