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Cotidiano | Motores Impressões ao dirigir

e-tron, o SUV 100% elétrico da Audi já está nas ruas

Futurista, mas extremamente fácil e dócil de dirigir mas, quando provocado, modelo surpreende pela esportividade

Por Adair Santos
Publicado em: 29.10.2020 às 08:00 Última atualização: 30.10.2020 às 14:54

Audi e-tron
O futuro já está entre nós. E atende pelo nome de Audi e-tron, o primeiro SUV 100% elétrico da marca alemã. Além de não emitir poluentes, têm um desempenho esportivo: são 408 cv gerados pelos dois motores elétricos, o que permite acelerar de 0 a 100 km/h em 5,7 s e atingir 200 km de velocidade máxima (limitada eletronicamente). Depois de rodar 436 km (ciclo europeu), basta plugar em uma tomada comum de 110 ou 220 volts o carregador que já vem junto de série e está alojado em um nicho na frente, onde em outros modelos fica o motor a combustão. Com meia carga, as baterias são completamente recarregadas durante a noite. Mas tamanhos níveis de inovação têm o seu custo: R$ 491,9 mil. No Estado, três unidades já foram vendidas.

Segundo a montadora, mesmo considerado o gasto extra de energia elétrica, a economia é de 70% em relação a um modelo do mesmo segmento movido a combustão. Uma iniciativa bacana é que a Audi vai investir R$ 10 milhões para implantar 200 pontos de recarga no Brasil em 2022.

Importado da Bélgica, o modelo chegou ao País em abril e tem 4,90 m de comprimento. Dirigi-lo é surpreendentemente simples, quase como um automático tradicional. Basta pisar no freio e apertar o botão de partida. A diferença é que só é possível saber que os motores estão ligados pela indicação no painel, já que o silêncio é absoluto. Após soltar o freio de mão elétrico e colocar a manopla em D, o que se ouve é apenas um leve som que, nas desacelerações, lembra os efeitos especiais da nave espacial da série Star Treck - Jornada nas Estrelas. Além disso, energia também é gerada durante as frenagens.

Audi e-tron

A calibragem do pedal do acelerador é suave, sem causar sustos. Mas se o motorista pisar fundo, os 67,75 kgfm de torque são despejados de forma endiabrada, de uma única vez, característica dos propulsores elétricos, gerando acelerações e retomadas vertiginosas.

Para se ter uma ideia do desempenho do e-tron, vale uma rápida comparação com o supercarro Audi R8, dotado de motor a gasolina V10 5.2 aspirado: são 610 cv a 8.250 rpm e 57,14 kgfm de torque, que chegam somente a 6.500 rpm. Mas como o R8 pesa só 1.580 kg, 1.075 kg a menos que o e-tron, acelera de 0 a 100 km/h em 3,2 s e atinge 330 km/h. A instalação de um motor em cada eixo potencializa a eficiência da tração quattro do e-tron. Há sete perfis de direção: Auto, Comfort, Efficiency, Offroad, Dynamic, Allroad e Individual. Já a suspensão a ar varia em 7,6 cm de acordo com o solo.


No cockpit, telas digitais e materiais de ótima qualidade

O visual futurista é reforçado pelas rodas gigantes, aro 21", calçadas com pneus 265/45, e pelos espelhos retrovisores virtuais, que reduzem o arrasto aerodinâmico e estão disponíveis como opcional na topo de linha Performance Black, que custa R$ 539,9 mil. As imagens são captadas por meio de câmeras e projetadas em visores internos laterais.

A versão testada, porém, era equipada com espelhos convencionais, em tamanho maior. Por dentro, o interior também parece uma espaçonave, com telas digitais para todos os lados e materiais de primeiríssima qualidade, como alumínio e couro e black piano. Cada vez que uma porta é aberta, uma luz projeta no chão a palavra e-tron.

E se energia das baterias estiver acabando, o que fazer?

É tanta inovação que até o GPS da Audi não está totalmente preparado, pois foi originalmente concebido para os modelos a gasolina e fica indicando postos de combustíveis existentes pelo caminho. De qualquer maneira, não é um carro indicado para longas viagens, e sim para trajetos mais curtos, do dia a dia. Composto por 36 módulos em alumínio, o sistema de baterias de íons de lítio tem 8 anos de garantia e pesa cerca de 700 kg, ficando espalhado pelo assoalho para manter baixo o centro de gravidade. Durante o teste, quando restavam apenas 100 km de autonomia, um alerta apareceu no painel. Mas por descuido ou necessidade, o que acontece se as baterias ficarem completamente descarregadas? Bom, aí será necessário tentar chegar em algum posto de combustíveis, mas não para estacionar junto às bombas, e sim para pedir emprestada uma tomada. Se não houver nenhuma por perto, o retorno será num guincho mesmo...

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