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Viver com Saúde

Sono ruim afeta até na balança; veja dicas de especialista

Efeito estressor das noites mal dormidas pode desencadear problemas como: imunodepressão, diabete, pressão alta, entre outros
15/04/2019 03:00 18/04/2019 14:34

Foto por: Fotolia
Descrição da foto: Falta de sono prejudica a saúde
Problemas com o sono podem acabar não só com o humor e a disposição, mas também causar perda de massa magra e ganho de gordura. Isso mesmo, o metabolismo é diretamente afetado pelas noites mal dormidas. As consequências estão ligadas à proporção do problema, explica o biomédico e doutor em Fisiologia, professor da Universidade Feevale, Cláudio Felipe Kolling da Rocha.

No caso da obesidade, a privação crônica de sono está associada com "a produção de hormônios do estresse, como adrenalina e cortisol. A desregulação crônica do cortisol tem fortes efeitos metabólicos", esclarece.

O efeito estressor também pode "alterar a glicemia (níveis de glicose no sangue) e, juntamente com a adrenalina, ter efeitos importantes sobre o coração e vasos, aumentando a pressão arterial e o risco cardiovascular", cita, lembrando que pode, ainda, aumentar da probabilidade de problemas como: imunodepressão, diabete, entre outras condições clínicas. Mais comuns e fáceis de perceber, sonolência e perda de memória também entram no rol dos sintomas do deficit de sono.

Necessidade individual

Foto por: Eduardo Cruz/GES-Especial
Descrição da foto: Cláudio da Rocha, professor
Não existe regra. Cada um tem uma necessidade individual de sono. Por isso, algumas pessoas se recuperam com apenas 5 horas e outras precisam de até 9 horas para se sentir dispostas e funcionais no outro dia.

Uma curiosidade é que as horas de sono diárias tendem a reduzir com a idade. "Recém-nascidos devem passar a maior parte do tempo dormindo, sendo sua recomendação diária de sono entre 14 e 17 horas. Em crianças pré-escolares esses valores são reduzidos, estando entre 10 e 13 horas. Para adolescentes, o indicado é entre 8 e 10 horas, enquanto que para os adultos o valor fica entre 7 e 9 horas", detalha.

Como driblar a noite sem dormir

Rocha revela que é possível driblar os efeitos de uma noite ruim se o sono subsequente for de qualidade. Contudo, não tem jeito: o deficit terá algum impacto ao longo do dia. Para amenizar as consequências imediatas da privação de sono, o especialista dá a dica: é preciso cuidar do que se come. "Buscar consumir alimentos mais leves, com preferência por frutas e verduras. Alimentos ricos em gorduras e proteínas demoram mais para ser digeridos, exigindo que o fluxo sanguíneo seja direcionado para o sistema digestório por mais tempo, causando sonolência e preguiça", ressalta.

Ciclo sono-vigília

Os hormônios produzidos pelo organismo são responsáveis pela regulação do ciclo sono-vigília. E esse ciclo responde ao ambiente, como os estímulos luminosos e estado emocional, explica Rocha. "Se ficarmos expostos à luz durante a noite, como aquela vinda das telas de dispositivos eletrônicos e iluminação artificial em nossas casas, esses estímulos podem alterar nosso relógio biológico, dificultando o relaxamento e a chegada do sono. O fator emocional também tem grande efeito sobre o sono", pontua.

Como identificar a qualidade do seu sono?

Para não sofrer as consequências da privação de sono, é preciso identificar o problema. Entre eles, Rocha elenca agitação, sobressaltos e sono irregular à noite. Já ao longo do dia, é comum aparecer sonolência, indisposição, cansaço e alterações de humor. "Dificuldade para sair da cama pela manhã também é um indicativo de que as noites não estão sendo boas. A medida que as noites mal dormidas se repetem, os sintomas se intensificam e problemas de saúde podem aparecer", alerta.

A falta de sono pode ter relação com problemas emocionais já que "ansiedade, medo e preocupação são inimigos de uma boa noite". Ele indica a busca de terapia. "Um profissional pode auxiliar na identificação de uma possível causa orgânica para a insônia e fazer o encaminhamento adequado."

Correio de Gravataí
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