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Viver com Saúde

Entenda o que é a endometriose, os sintomas e os tratamentos

Especialista reforça que o diagnóstico tardio permite o agravamento da doença e pode levar à infertilidade
25/03/2019 03:00 26/03/2019 15:07

A endometriose, doença que atinge 10% das mulheres no mundo todo, é uma das grandes causas da infertilidade. No Brasil, esta enfermidade acomete cerca de 6 milhões de mulheres. O médico especialista em Medicina Reprodutiva, Marcelo Ferreira, destaca que as mulheres com endometriose têm vinte vezes mais chances de se tornarem inférteis. "Existe uma propensão familiar a ter endometriose. A frequência da doença é aumentada em mulheres com irmãs e mães com endometriose, principalmente nas formas mais graves e recidivantes", acrescenta.



  • Cólicas menstruais estão entre os sintomas
    Foto: Freepik
  • Marcelo Ferreira, especialista em medicina reprodutiva
    Foto: Divulgação

O que é a endometriose?

É a presença do endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero e que sangra durante a menstruação) fora do útero. Todo mês, os hormônios do ciclo menstrual fazem com que essa camada prolifere para esperar uma possível gravidez. Quando não acontece, o endométrio descama e é eliminado na menstruação. Porém, em alguns casos o endométrio acaba migrando para fora do útero sendo implantado em órgãos como ovários, peritônio, trompas, útero, vagina, intestino e bexiga, o que caracteriza a endometriose.

Marcelo Ferreira ainda destaca que não se sabe exatamente qual a causa da endometriose, mas a doença frequentemente dá seus primeiros sinais em mulheres mais jovens, em idade reprodutiva.

Principais sintomas

Os sintomas mais comuns da endometriose são cólica menstrual, dor profunda durante relação sexual, dor pélvica contínua, dor para evacuar, sangramento nas fezes, dor para urinar e sangramento na urina. Os sintomas podem começar cedo e devem ser investigados, já que o diagnóstico tardio permite o agravamento da doença que pode levar à infertilidade.

Diagnóstico

O especialista ressalta que o desafio dos últimos anos foi buscar formas não invasivas de diagnóstico da endometriose, diferente da tradicional técnica cirúrgica da laparoscopia. Felizmente, os métodos de diagnóstico por imagem evoluíram muito e têm assumindo papel fundamental nos tratamentos nas áreas da ginecologia, obstetrícia e reprodução assistida. "A metodologia para o diagnóstico da endometriose usada atualmente é baseada na ressonância magnética, na ultrassonografia especializada para a endometriose", diz.

Tratamento

Ferreira lembra que o tratamento da endometriose é bastante individualizado, depende da principal queixa, dor ou infertilidade. Pode ser feito com medicamentos hormonais ou cirurgia, dependendo da sua localização, extensão e gravidade. "Quando a queixa é infertilidade, o tratamento deverá ser para tratar a infertilidade, com técnicas de reprodução assistida de baixa ou alta complexidade ou mesmo a cirurgia videolaparoscópica, dependendo de cada caso, considerando principalmente a reserva ovariana e a idade da paciente.

O tratamento medicamentoso ou cirúrgico é indicado para os casos em que a queixa principal seja a dor. As opções medicamentosas devem ser bem criteriosas e incluem o uso de anticoncepcionais, medicações via oral ou injetáveis para bloquear a menstruação por três a seis meses. O DIU medicado com hormônio também pode ser considerado, dependendo do caso", cita.

"Atualmente, tratamento cirúrgico da endometriose deve ser cuidadosamente indicado, pois, em vez de a paciente ser submetida a vários procedimentos cirúrgicos como eventualmente ocorria antes, hoje admite-se que a paciente se submeta a somente um procedimento, porém este deve ser definitivo. A cirurgia, quando indicada, pode ter o objetivo de tratar tanto a infertilidade quanto a dor", acrescenta o médico.

Cuidados fora do período de gestação também são fundamentais. "Quando a mulher tem endometriose e não deseja ter filhos naquele momento, deve usar um método anticoncepcional. Os métodos mais aconselháveis são o anticoncepcional oral, ou injetável, usados de forma contínua, ou o DIU medicado com progesterona. Com estes métodos, a mulher não irá menstruar, e será protegida dos efeitos adversos da menstruação na endometriose", informa.

Saiba mais

O médico reforça que a doença é benigna, mas pode ter uma evolução progressiva e ser responsável por importantes prejuízos na vida feminina como dor e infertilidade. "A videolaparoscopia também é um exame usado para o diagnóstico da endometriose, porém em casos selecionados e precedidos dos exames de imagem ecografia especializada ou ressonância magnética. Desta forma, a conduta hoje prioriza procedimentos não invasivos e a consequente diminuição no número de cirurgias", acrescenta, sobre o diagnóstico.

Correio de Gravataí
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