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Mononucleose infecciosa

Doença do beijo afeta milhões por ano no País

Vírus é transmitido pela saliva ao beijar ou até compartilhar copos
04/03/2019 03:00 06/03/2019 14:45

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Marcelo Bitelo, infectologista
Com cerca de 2 milhões de infectados por ano no Brasil, mononucleose infecciosa atinge principalmente jovens de 15 a 25 anos. A doença causada pelo Vírus Epstein-Barr, da família do herpes vírus, é transmitida pelo contato com a saliva de outras pessoas. Conhecida como a doença do beijo, o infectologista Marcelo Bitelo ressalta que a transmissão também pode ocorrer por meio do compartilhamento de bebidas, quando mais de uma pessoa usa um mesmo copo.

Fazendo jus ao nome da doença, uma moradora de Sapiranga, de 28 anos, que prefere não se identificar, pegou o vírus no início de um relacionamento, aos 20 anos, o que a leva a crer que, no seu caso, a infecção teve a ver com o beijo. "Comecei a namorar pouco antes de descobrir que estava com a doença, mas ele [o namorado] me disse que nunca havia manifestado nenhum sintoma de mononucleose anteriormente - o que descobri que pode acontecer, já que os sintomas nem sempre se manifestam em todas as pessoas que já foram infectadas pelo vírus", conta.

É exatamente o que explica o médico. "Essa infecção pode ser assintomática ou causar sintomas como febre, dor de garganta e ínguas, principalmente no pescoço e nas axilas. Pode ocorrer também o aumento do fígado e do baço, manchas avermelhadas pelo corpo e icterícia (pele amarelada). A febre normalmente desaparece em até uma semana, com elevações da temperatura mais no fim da tarde e início da noite", explica Bitelo.

Sintomas

No caso da jovem de Sapiranga, ela teve os sintomas e procurou um médico, pois a dor de garganta não melhorava. Ela conta que teve muita dor, inchaço dos gânglios do pescoço, cansaço excessivo, febre, placas brancas na garganta. "Pelos sintomas e exame clínico ele logo desconfiou que poderia ser mononucleose e, por isso, não receitou nenhum antibiótico", relembra.

Segundo Bitelo, assim como a maioria das infecções causadas por vírus, "não requer nenhum tratamento específico, apenas sintomáticos para dor, febre e náuseas, além de repouso, dieta leve e muita hidratação". A recuperação completa pode levar até dois meses, e são raros os casos que necessitam de hospitalização. Como não há vacina, a principal forma de prevenção é evitar o contato com a saliva de pessoas portadoras desse vírus, durante o período de transmissibilidade.

Bitelo destaca ainda a importância da avaliação médica especializada, já que outras doenças podem provocar sintomas semelhantes, "como o citomegalovírus, toxoplasmose, leptospirose, hepatite viral, rubéola e infecção aguda pelo vírus da AIDS", alerta.



  • Marcelo Bitelo, infectologista
    Foto: Divulgação
  • Doença do beijo
    Foto: Fotolia

Correio de Gravataí
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