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Viver com Saúde

Urgência para fazer xixi pode ser sintoma de bexiga hiperativa

Urologista Elton Sanchotene explica a combinação de sintomas da doença
25/02/2019 03:00 28/02/2019 14:18

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Urologista Elton Sanchotene
O tema é ainda pouco divulgado e muitas vezes tem seus sintomas confundidos com outras patologias, como a infecção urinária, devido à frequente vontade de urinar, em pouca quantidade e de forma urgente. Porém, a bexiga hiperativa é uma disfunção do órgão sem a presença de bactérias.

Além disso, antes de relacionar a questão com algum escape de urina ou com a frequência da micção, principalmente à noite, acompanhe as informações do urologista e andrologista em Novo Hamburgo e São Leopoldo, Elton Sanchotene, sobre esta patologia. Na dúvida, como sempre, consulte o médico.

O que é esta síndrome da bexiga hiperativa? Acontece com mais frequência em algum grupo específico de pessoas? Como são os sintomas?
A bexiga hiperativa é definida pela Sociedade Internacional de Incontinência (ICS) como urgência miccional que pode ou não estar associada à incontinência urinária. Geralmente os sintomas são o aumento do número de micções diurnas e noturnas, ardência ao urinar e desconforto e/ou dor em baixo ventre. É a contração involuntária do músculo da bexiga durante seu enchimento com urina. Quando não tem causa definida, chama-se bexiga hiperativa idiopática. Quando é resultado de doença neurológica, como derrame, Alzheimer, Parkinson, traumatismo raquimedular, entre outras, é dita neurogênica.

Estima-se que a incidência do quadro de bexiga hiperativa seja de 16% dos homens e 17% das mulheres acima de 60 anos, mas pode também ocorrer em jovens.

Como diferenciar a síndrome da bexiga hiperativa de uma infecção urinária?
Os sintomas são realmente muito parecidos, sendo que na infecção podemos observar sangramento na urina (hematúria) o que normalmente não se observa na bexiga hiperativa. Muito importante observar que no quadro de infecção urinária temos a presença de bactérias na urina e isso não acontece na bexiga hiperativa. Algumas vezes, mulheres são tratadas equivocadamente para o quadro de infecção urinária de repetição quando na verdade se trata de um caso de bexiga hiperativa e o tratamento é completamente distinto.

Alguns tipos de alimentos e de bebidas que ingerimos podem também influenciar nesta síndrome?
Sim. Existe claramente uma exacerbação dos sintomas quando a paciente ingere alimentos condimentados, o mesmo acontecendo algumas vezes com a ingestão de café ou chás. Também se observa a piora do quadro quando a paciente fica exposta ao frio e a umidade.

Esta síndrome na bexiga pode prejudicar também o funcionamento dos rins?
Não. O quadro de bexiga hiperativa não tem relação com o funcionamento dos rins. Estes tem a função de filtrar a urina e a bexiga tem a função de armazenamento e esvaziamento da mesma.

A bexiga hiperativa pode evoluir para alguma doença mais grave? O afastamento social pode ser uma consequências desta doença?
Na realidade, a bexiga hiperativa não causa uma deterioração do estado físico da paciente, mas é extremamente desgastante no tocante ao aspecto psicossocial. O fato de estar de forma quase contínua no banheiro, de muitas mulheres apresentarem perdas urinárias nas mais diversas situações, inclusive durante as relações sexuais, de apresentarem um desconforto quase permanente na uretra e no baixo ventre, faz com que muitas delas evoluam para um quadro depressivo, com afastamento de suas relações pessoais e até afastamento de seu trabalho. O quadro é considerado nos Estados Unidos como um problema de saúde pública.

Como é feito o tratamento da bexiga hiperativa? É preciso realizar alguma cirurgia?
A primeira abordagem no tratamento da bexiga hiperativa é a modificação comportamental com micções programadas de horário (a cada duas horas) e o controle da ingestão de líquidos e da urgência.

Deve se evitar bebidas como café, chás, refrigerantes, achocolatados, produtos com aspartame, sucos cítricos e álcool, além de alimentos à noite que retêm líquidos como melancia e melão. Interromper a ingesta hídrica três horas antes de dormir.

O tratamento principal baseia-se na medicação oral. Quando o tratamento medicamentoso falha (o que pode ocorrer em até 30% das pacientes), uma terapia promissora é a injeção de toxina botulínica na bexiga. Com anestesia, aplica-se a substância em 30 pontos da bexiga. A durabilidade é de 6 a 9 meses. É necessária a reaplicação após este período. Por último, quando nada funciona, pode-se implantar um marcapasso da bexiga que é a neuroestimulação.



  • Entre os sintomas da bexiga hiperativa está a vontade constante de fazer xixi
    Foto: FreeToUseSounds/Pixabay
  • Urologista Elton Sanchotene
    Foto: Divulgação

Correio de Gravataí
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