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Câncer de pulmão é o que mais mata no mundo

Apesar disso, neoplasia que atinge o órgão é a mais prevenível
03/12/2018 03:00 05/12/2018 13:45

Foto por: Daniela Moraes/GES-Especial
Descrição da foto: Pedro da Costa, 81 anos, ex-fumante (fumou por 38 anos), descobriu o câncer aos 73 anos. Fez cirurgia, quimioterapia e hoje faz uso de quimioterapia oral. Tratamento pelo SUS. Paulo Silas, 31 anos, nunca fumou. Passou por cinco médicos até receber o diagnóstico de câncer em estágio III para suas dores nas costas. Caso não operável. Faz uso de quimioterapia oral. Tratamento por plano de saúde. Iane Cardin, 49 anos, ex-fumante, passou por cinco otorrinolaringologistas, três alergologistas e dois pneumologistas até confirmar o câncer em estágio IV para o sintoma inicial de tosse. Tratamento por plano de saúde. Caso não operável. Faz uso de imunoterapia. Débora Silva, 52 anos, nunca fumou. Uma dor no pescoço levou a uma ressonância que mostrou um tumor em agosto de 2017. A biópsia que confirmou o câncer só veio em janeiro de 2018. Fez a cirurgia, o tratamento foi iniciado pelo SUS e depois pela rede privada.
Pedro da Costa tinha 73 anos quando recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão. Hoje, aos 81, conta que durante 38 anos teve o cigarro como parceiro diário. "Parei de fumar em 1º de janeiro de 2000. Mas cheguei a fumar dois maços por dia", recorda. A relação com o fumo começou a ficar complicada em 2010, quando começou a perceber a falta de força, súbita, em um dos braços. "Sentia como se meu braço estivesse amarrado", diz. Procurou ajuda médica e, seis meses depois, em um raio-X, apareceu um tumor. E, consequentemente, o diagnóstico: estava com câncer.

Seu Pedro faz uso de quimioterapia oral há cinco anos. E pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de São Paulo. "Não sinto efeitos colaterais e só tenho a agradecer à vida", afirma em carregado sotaque português denotando sua nacionalidade lusitana. Seu Pedro é um exemplo do SUS que dá certo e de que o câncer não é sentença de morte.

Fórum

Para debater o assunto, o Instituto Oncoguia realizou, em 27 de novembro, o 2º Fórum Temático Oncoguia sobre Câncer de Pulmão na capital paulista. E Seu Pedro estava lá, contando sua história. A fundadora e presidente do Oncoguia, Luciana Holtz, reforça a necessidade de um diagnóstico mais rápido e preciso. "Os desafios são imensos mas temos avanços, por exemplo, em políticas antitabaco", comenta.

O diretor do Economist Inteligence Unit (EIU) para o Brasil, Márcio Zanetti, comenta que foi feito um estudo em 2017 para avaliação e comparação de sistemas públicos de saúde e a preparação desses sistemas para tratamento de câncer de pulmão na América Latina. Doze países foram analisados. No que se refere aos custos econômicos, diz que os valores diretos no Brasil giram em torno de 800 milhões de dólares, sendo 580 milhões no setor privado e o restante no setor público, números que por si só retratam a disparidade de investimento.

*Daniela Moraes viajou a São Paulo a convite do Instituto Oncoguia.


Correio de Gravataí
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