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Turismo

Vietnã: uma terra pouco explorada

Os hamburguenses Monique Ávila e Werner Wentz, que moram na China, foram conhecer as belezas do Vietnã
24/03/2019 03:00 29/03/2019 11:47

Foto por: Monique Ávila/GES-Especial
Descrição da foto: VILA FRANCESA: uma das mais belas paisagens da viagem que os hamburguenses fizeram ao Vietnã, um país no coração da Ásia, encravado entre a China, o Camboja e o Mar da China Meridional

Morar na China me proporciona entrar em contato com uma cultura muito diferente da nossa em vários aspectos. Um deles diz respeito ao Ano Novo que, não só aqui, mas em alguns outros países orientais, ocorre entre o fim de janeiro e fevereiro - todo o ano em uma data diferente.

Este ano vivi na pele meu primeiro Ano Novo Chinês, o feriado mais importante daqui, onde milhões de pessoas viajam para se encontrar com suas famílias, causando um dos maiores movimentos de população do planeta em uma mesma época.

Para nós, estrangeiros, esse acaba se tornando um dos melhores períodos do ano para viajar e, como no mês de dezembro já tínhamos voltado para o Brasil, decidimos passar o feriado na Ásia.

Entre pesquisas e comparativos de preços - hotéis, passagens e custos em geral -, escolhemos como destino a cidade de Da Nang, no Vietnã.

Provavelmente ter escolhido Vietnã como destino deixou muitos de vocês, leitores, com aquele ponto de interrogação na cabeça, e é por isso que decidi contar um pouco da nossa experiência.

Quanto ao ponto de interrogação, falo isso pois, na primeira vez que o Werner teve que ir ao Vietnã a trabalho, lembro que me perguntei o que ele teria pra fazer lá e se seria seguro.

A pergunta que me fiz foi feita também por muitos amigos e familiares quando contei o destino das nossas férias. Isso acontece porque, infelizmente, ainda ligamos o país ao período de guerra vivido há anos atrás por lá. Acontece que a guerra acabou há cinco décadas e o que restou foi um país riquíssimo em história e belezas naturais para conhecer. Então, vem comigo pra saber um pouco mais sobre a nossa experiência em Da Nang!

Foto por: Arquivo Pessoal
Descrição da foto: Monique e Werner no Vietnã



  • VILA FRANCESA: uma das mais belas paisagens da viagem que os hamburguenses fizeram ao Vietnã, um país no coração da Ásia, encravado entre a China, o Camboja e o Mar da China Meridional
    Foto: Monique Ávila/GES-Especial
  • Monique e Werner no Vietnã
    Foto: Arquivo Pessoal

Montanhas de mármore e macacos

As proximidades de Da Nang contam, ainda, com alguns outros pontos turísticos muito conhecidos, como as Montanhas de Mármore e Son Tra. Montanhas de Mármore: é um aglomerado de cinco montanhas de mármore e pedra calcária, localizadas em Da Nang, sendo o ponto mais visitado da cidade. Conta-se que nos tempos antigos, um dragão gigante saía do mar e depositava seu ovo na terra. O ovo cresceu tanto que eclodiu, deixando suas peças para trás para formar as cinco montanhas. Mais tarde, as montanhas foram nomeadas de Água, Terra, Ar, Fogo e Metal. O local é em meio à natureza e traz muito da cultura budista. A entrada no parque custa em torno de 3 dólares por pessoa. Nos entornos, é possível comprar objetos esculpidos em mármore por valores extremamente baratos. Son Tra é uma península com visual paradisíaco, contando com longo espaço de areias brancas e mar com água cristalina. Neste local, é possível visitar mais templos budistas, praias mais reservadas, além da Montanha dos Macacos – onde é possível avistar primatas.

Da Nang

Da Nang é uma cidade localizada na costa centro-sul do Vietnã e que conta com um aeroporto internacional, o que facilitou muito a nossa chegada. Decidimos sair de Hong Kong, que fica perto de onde moramos e, em menos de duas horas de vôo já desembarcamos no nosso destino. Do aeroporto até nosso hotel levamos em torno de 15 minutos de carro. Desde os primeiros momentos, ficou claro que Da Nang está bem preparada para o turismo: a maioria dos prestadores de serviço consegue se comunicar em inglês, a beira da praia é bem preparada para receber visitantes - com muitos quiosques -, tem hotel para todos os lados, além de vários em construção, é muito fácil ter acesso ao shopping local, assim como a mercados, farmácias etc. Durante a nossa estadia vimos muitos chineses, coreanos e muitos ocidentais.

Pontos turísticos

Hoi An

Localizada a apenas 30 quilômetros de Da Nang, Hoi An é uma das cidades vietnamitas que preserva a arquitetura dos séculos 17 e 18, sendo reconhecida pela Unesco, desde 1999, como patrimônio da humanidade. O local é simplesmente encantador, cheio de história, cores, lanternas, com uma arquitetura riquíssima. O povo de Hoi An é bem receptivo e sabe aproveitar do turismo para viver. Lá, é possível comprar de tudo: vestidos, blusas, calças, calçados, couro, objetos locais decorativos. É tudo muito barato, o que é surpreendente, tendo em vista a quantidade de turistas que circula no local – o movimento é tanto, que em alguns momentos chega a ser caótico. Aproveitamos para caminhar pelas pequenas ruas onde não é possível circular de carro, comemos comida local e, no final do dia, fizemos um breve passeio de barco no rio local, onde é costume acender uma vela e fazer um pedido.

Particularmente, achei um dos passeios mais românticos (muito por causa da arquitetura) e foi o que mais nos aproximou da cultura vietnamita “raiz”. Mesmo que Hoi An seja um ponto bem turístico, conforme já comentei, é possível entrar em estabelecimentos que se localizam em casas antigas, comer alguns pratos locais comprados em barracas bem no estilo “comida de rua” ou até em restaurantes onde quem te atende são os donos da casa – como aconteceu no nosso almoço.

Além do passeio pelas ruas de Hoi An, que é gratuito, é possível adquirir um tíquete no local para conhecer a “Cidade Anciã”. O tíquete é barato, custando cerca de 5 dólares por pessoa. Optamos por não fazer este passeio específico, tendo em vista que já estávamos apreciando a cidade em si, mas fica a recomendação.

Ba Na Hills

Desde que falamos em visitar Da Nang, Ba Na Hills, localizada há 40 quilômetros de distância, já estava no topo da minha “wish list” de lugares para conhecer por lá. Isso tudo por causa da famosa “Golden Bridge”, que foi inaugurada em junho de 2018. O lugar fala por si: a Golden Bridge é uma ponte não muito extensa, que simula estar sendo segurada pelas mãos de Deus. É simplesmente lindo, de tirar o fôlego. Nós passamos por ela umas seis vezes no dia em que fomos lá e, sem mentira, eu faria aquele passeio de novo.

Foto por: Monique Ávila/GES-Especial
Descrição da foto: GOLDEN BRIDGE: as "mãos de Deus" seguram a ponte visitada por Werner e Monique

Golden Bridge

Fica no parque Sun World Ba Na Hills e está a 1.400 metros acima do nível do mar. Para chegar lá é preciso andar no mais longo e alto teleférico do mundo. O passeio dura 20 minutos, sendo que passamos pelo menos metade do tempo entre as nuvens. Se eu tive frio na barriga? Muito! Não somos muito fãs de altura, confesso. Mas fato é que qualquer nervoso valeu a pena depois de tudo o que vimos no parque aquele dia (importante frisar aqui que o teleférico é novo e superseguro).

Vila Francesa

Depois da Golden Bridge, pegamos outro teleférico até a Vila Francesa. Foram mais cerca de 10 minutos de subida até o local, construído para turismo, simulando arquitetura francesa, fazendo com que a gente sinta, por alguns instantes, que não está mais na Ásia. É simplesmente lindo, garantindo lindas fotografias e lembranças, em um clima super-romântico.

Ainda dentro do espaço da Vila Francesa, é possível subir um pouco mais – neste caso, utilizando escadas mesmo –, até o topo de uma Pagoda (construção típica asiática).

No caminho de volta à entrada do parque, paramos para apreciar a figura de um Big Buda e explorar um pouco um dos tantos templos budistas do Vietnã. Mais uma vez, perdemos o fôlego. Neste local é possível ter ideia do quão alto estávamos: dava pra ver um verdadeiro lençol de nuvens abaixo de nós. Particularmente, a sensação é de estar vivendo o inacreditável.

O Sun World ainda conta com um passeio de trem para degustação de vinhos e alguns outros pontos os quais decidimos não conhecer. A entrada no parque custa em torno de 30 dólares por pessoa e este valor só não inc

Correio de Gravataí
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