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Notícias | Região Meio Ambiente

Paulo Müller volta à presidência da APN-VG depois de 40 anos

Um dos principais inspiradores para a criação da entidade símbolo da luta ambiental no Vale do Gravataí, o engenheiro Paulo Müller foi o primeiro presidente da ONG e agora, 40 anos depois, volta a liderar a APN.

Por Eduardo Torres
Última atualização: 07.08.2019 às 09:45

Foto por: Divulgação/PMG
Descrição da foto: Paulo Müller: iniciou a luta pela proteção das nascentes do Rio Gravataí ainda durante a infância
Depois de 40 anos, um dos principais inspiradores para a criação da Associação de Preservação da Natureza - Vale do Gravataí (APN-VG) volta, a partir da noite desta quarta (7), à presidência da entidade que é símbolo da luta pela preservação do Rio Gravataí e do meio ambiente em toda a região do Vale do Gravataí. O engenheiro Paulo Müller será aclamado em reunião às 19h, na sede da APN-VG (Rua Doutor Luiz Bastos do Prado, 926).

Müller presidiu a entidade nos seus quatro primeiros anos, entre 1979 e 1983, por dois mandatos, e agora, ele adianta que "já não tem o mesmo pique" de outros tempos, mas "mantenho a mesma disposição de abrir os olhos da sociedade para a importância do rio, do banhado e preservar o que nos garante a vida".

"Vou assumir a entidade em um momento bem diferente daquele início. Naquele tempo, muitas coisas que queríamos fazer, só se conseguia com briga, com mobilização, porque nem era permitido. Hoje, avançamos muito nas questões ambientais, mas o nosso papel na APN é seguirmos sendo vanguarda neste tema. Eu diria que o foco principal do nosso trabalho está na linha de frente pela educação ambiental, com as crianças, essa nova geração. Todo o nosso empenho está em transmitir a eles o conhecimento", avalia Paulo Müller.

O símbolo deste novo momento da APN está no Barco-Escola do Projeto Rio Limpo, mantido pela entidade há três anos, e que já transportou mais de 13 mil pessoas pelo Gravataí, desbravando e contando as histórias de luta ambiental diretamente relacionada ao rio.


"É uma conquista fantástica para o rio e a entidade. O meu retorno à presidência é justamente para garantir que os companheiros da APN possam dedicar mais tempo à execução desse projeto que, sem dúvida, ainda nos fará crescer e ter esse protagonismo", acredita.

Para garantir o avanço, na agenda do Paulo Müller para os próximos dois anos está a aproximação ainda maior da APN com prefeituras e câmaras de vereadores de toda a região. Recentemente, o projeto de educação ambiental da entidade foi apresentado à Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal).

É que, ao mesmo tempo em que avança para dentro do rio, onde a luta da APN começou na década de 1970, a entidade não esquece o papel que tem no avanço institucional da temática ambiental em todo o Vale do Gravataí.

"Precisamos trabalhar muito pelas revisões dos planos diretores, pelo esclarecimento dos zoneamentos ambientais e pela concretização do plano de manejo da APA do Banhado Grande. São nossas prioridades entre os diversos fóruns que participamos", avalia Paulo Müller.

O despertar de Paulo Müller, filho de caçadores de Gravataí, para a importância de se proteger as nascentes do Rio Gravataí, na região dos banhados, aconteceu ainda na infância, quando acompanhava o pai nas caçadas de marrecão. Lá em meio ao terreno de banhado, surgiram imensas máquinas que abriam um canal, literalmente, matando o banhado e toda a vida que depende dele.

A revolta contra o crime que fazia a lavoura de arroz avançar sobre o território natural do rio foi a semente para o surgimento da APN-VG, fundada em 1979.

"Me escolheram para primeiro presidente, e fiquei por dois mandatos. Depois, nunca mais presidi a APN, porque eu sempre penso que é importante dar oportunidades a outros companheiros. Agora, me chamaram. Vou dar minha contribuição", diz.

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