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Entre as máquinas das pontes, há três casas

Moradores há mais de 30 anos junto das pontes do Parque dos Anjos esperam decisão da Justiça sobre a permanência no local, mesmo com a duplicação. Eles não foram removidos para o Breno Garcia.
10/07/2019 15:27

Foto por: Fernando Lopes/GES
Descrição da foto: Enquanto a obra das pontes avança, três casas são mantidas no local sem definição da Justiça
Quem passa pelas pontes do Parque dos Anjos em obras, precisa olhar com muita atenção para perceber, próximo de uma das cabeceiras, as três casas cercadas por uma grade, que é insuficiente para separá-las do canteiro de obras. Faz 32 anos que a família de Irene Machado de Oliveira, 64 anos, mora ali. Quando receberam a notificação para sair e receber uma das casas no Residencial Breno Garcia, bateram o pé.

“Em dezembro vieram aqui dizem que não tinha jeito, e que botariam as casas abaixo. Quem não tinha muitas condições foi embora. Nós estamos esperando pela justiça”, conta.

É que a posse do terreno é reivindicada na 1ª Vara Cível de Gravataí por um investidor, Genésio Magnus Farias, que teria adquirido a área em um leilão. Em 2016, a família entrou com uma ação de usucapião e o caso segue tramitando. Mesmo com a instalação dos operários, a movimentação de máquinas e a estruturação das novas pistas das pontes, a prefeitura manteve as casas no local.


“Nós é que cercamos por causa das crianças”, conta Irene.

No local, vivem quatro adultos e duas crianças. Assim como os remanescentes da Sertório, os resistentes da ponte estão cada vez mais isolados.


“Outro dia, precisei de uma ambulância e eles não tiveram como entrar aqui. O barulho durante o dia inteiro é horrível, mas não é o maior dos problemas. A nossa saída aqui é que está muito complicada. O prefeito nos prometeu uma saída”, conta a moradora.

Conforme o relatório de novembro do ano passado, oito famílias saíram do Parque dos Anjos para o Breno Garcia.

Correio de Gravataí
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