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Uma ilha de resistência à remoção para o Breno Garcia

Família briga na Justiça para permanecer na última casa da Rua Sertório, no bairro Padre Réus, considerada área de risco. Neste caso, prefeitura manteve a família no local.
10/07/2019 15:26

Foto por: Fernando Lopes/GES
Descrição da foto: Clara e a família resistem, e esperam pela Justiça, na última casa da Rua Sertório
O lugar mais parece uma cidade-fantasma. Entre os escombros das antigas casas de madeiras derrubadas desde a retirada das famílias para a primeira etapa da ocupação do Breno Garcia, o caminho tortuoso da Rua Sertório, no bairro Padre Réus, de chão batido e já sem iluminação pública, está tomado pelo mato. Mas lá no final da rua, a casa grande em madeira e com algumas peças em alvenaria resiste.

Ali, vivem o mecânico Antônio Reni Portal, a esposa Clara Edna Portal, 52 anos, a mãe dela, de 92 anos, e o filho, portador de necessidades especiais, de 17. A pressão para que deixasse o terreno onde cria seus bichos e mantém uma oficina, depois de 25 anos, adoeceu o mecânico. Já sofreu um infarto e um AVC.

Em dezembro do ano passado, ele ingressou com ação de manutenção de posse contra o município. O caso ainda tramita, e a família foi mantida no local, mesmo que o relatório técnico da prefeitura, e uma recomendação do Ministério Público, aponte a área como uma das mais críticas em momentos de cheias no município.


“Faz 25 anos que moramos aqui, compramos da EMCO e criamos a nossa família aqui. Aí dizem que temos que sair e ir para um lugar muito menor, e ainda pagando outra vez. Se é para sair, pelo menos nos indenizem”, diz a dona Clara.

A EMCO Incorporadora, que vendeu o terreno para a família, nunca regularizou a área. Agora, além de Antônio Reni, outra família permanece no local à espera da definição da justiça.


“Nosso plano era reformar a casa, há uns quatro anos, para dar uma condição melhor para a minha mãe, mas como notificaram e chegaram a ameaçar derrubar a nossa casa, não fizemos a obra. Estamos esperando”, explica ela.

A prefeitura não tornou pública a lista de beneficiários do Breno Garcia pela demanda fechada (vindos de áreas de risco), mas o relatório de ligações de água e luz, de novembro de 2018, ao qual a reportagem teve acesso, aponta que pelo menos 67 famílias foram transferidas do Padre Réus para o loteamento.

Correio de Gravataí
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