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Trânsito

Fim das lombadas eletrônicas no País não é consenso entre especialistas

Em rede social, presidente Bolsonaro defendeu retirada delas
11/03/2019 03:00 15/03/2019 08:32

Foto por: Arquivo GES
Descrição da foto: Na região: na área de cobertura do Jornal NH há, pelo menos, 16 locais com os equipamentos
Em pronunciamento na noite da última quinta-feira, por meio de uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que tem a intenção de acabar com as lombadas eletrônicas no País. Na região do Vale do Sinos, Caí e Serra, conforme o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), há pelo menos 16 locais com lombadas nas rodovias estaduais, muitas instaladas por conta da mobilização dos municípios para reduzir acidentes.

Acompanhado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o presidente declarou que os contratos dos equipamentos que ainda estão em funcionamento não serão renovados. "Há uma quantidade enorme de lombadas eletrônicas no Brasil, é quase impossível viajar sem receber uma multa. A gente sabe - ou desconfia - que o objetivo não é reduzir os acidentes."

Para especialistas na área de trânsito o discurso do presidentes se referia aos pardais. Mas o governo federal não se manifestou sobre isso. O ministro Freitas, só reforçou que "lombada vai ter onde for absolutamente necessário, onde o ponto crítico é decorrente do excesso de velocidade", referindo-se às rodovias federais, que terão reavaliação sobre a instalação dos controladores.

CRITÉRIO TÉCNICO

Há quem demonstre preocupação com a possibilidade da retirada das lombadas eletrônicas. "Ele foi mal orientado sobre o tema, pois a lombada eletrônica tem a finalidade de reduzir a velocidade naquele ponto", analisa o especialista em trânsito e professor de instrutores em trânsito Eliseu Raimundo. De acordo com ele, esses equipamentos são instalados a partir de critérios técnicos, próximo a escolas e vias com travessia de pedestres.


Para Dnit, valor não vai para melhorias

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), se manifestou, em nota, em seu site sobre o tema. Diz a nota: "Alinhado com o Ministério da Infraestrutura, esclarece que os contratos relativos ao Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV), tiveram suas vigências encerradas em 14 de janeiro de 2019 e foram remodelados em 24 lotes, dos quais 17 já receberam ordem de serviço e estão em execução".

O órgão federal destaca que, por força dos novos contratos, haverá um processo de modernização, substituição de equipamentos e reavaliação de todos os pontos de instalação de equipamentos eletrônicos de controle de tráfego nas rodovias federais.

Segue a nota informando que, segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, não é razoável que se tenha um gasto excessivo em contratos de lombadas eletrônicas, sendo que esse valor está deixando de ser aplicado na manutenção e restauração das rodovias. O Dnit encerra a nota afirmando que seguirá as orientações presidenciais e está fazendo um estudo em toda a malha viária federal, com o apoio da PRF, e somente funcionarão radares em locais onde seja indispensável seu emprego.

'Lombadas salvam vidas'

A futura diretora institucional do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Diza Gonzaga, já anunciada pelo governador Eduardo Leite, acredita que o presidente fez uma interpretação errônea sobre a finalidade das lombadas. Diza ficou conhecida pelo trabalho à frente da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga e do programa Vida Urgente. “Pelo que li, o presidente está fazendo uma certa confusão entre a lombada e o controlador de velocidade, o pardal. As lombadas são colocadas em frente às escolas ou locais com fluxo grande de pedestres para reduzir a velocidade naquele ponto. Elas salvam vidas”, disse Diza.

Ela ainda lembra que são realizados estudos técnicos para a colocação dos equipamentos. Sobre a ‘indústria’ da multa, que é citada indiretamente por Bolsonaro, ela salienta que só é multado quem anda acima da velocidade permitida. “Pardal para mim, inclusive, tem que ficar escondido e trocar de lugar toda a semana. De que adianta dar uma freadinha e depois botar o pé no acelerador de novo?”, questiona.

Estradas mal sinalizadas prejudicam

O mestre em Engenharia de Transportes e professor da Unisinos, João Hermes Nogueira Junqueira, defende que Bolsonaro fez seu pronunciamento sobre os caetanos e pardais, os controladores de velocidade. Na visão do especialista, muitos motoristas são multados porque as estradas são mal sinalizadas e andam pouco acima do indicado. "Ele anda por uma estrada que não conhece, onde muda a velocidade e é multado. Não que isso não seja uma irregularidade. Mas a maioria das infrações são desta maneira", comenta. Para Junqueira, nos grandes corredores rodoviários o valor da instalação de controladores de velocidade é somado ao preço final das tarifas de pedágio, que é privatizada. "Será que aquele equipamento realmente trouxe benefício ao trânsito? Por que ele reduz ali e depois aumenta a velocidade. Acho que não", analisa. O especialista defende que o governo invista em bons projetos, sinalização viária e educação. Junqueira acredita que o governo fará um pente fino rigoroso.

Lombadas na nossa região

Correio de Gravataí
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