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Flávio Fischer

Autoridade e autoritarismo

O autoritário quer regulamentar tudo e impor a sua liderança a qualquer preço, mesmo no grito.
27/01/2019 06:30 27/01/2019 11:22

Flávio Fischer Flávio Fischer é tabelião e presidente
da Fundação Semear / flavio@fischer.not.br

Já dizia meu querido pai Eugênio Fischer, ao liderar com maestria seus doze filhos sem ter levantado a voz uma única vez na organização de nossa família: “A palavra convence, o exemplo arrasta.” Todos nós sabemos que quando alguém tem responsabilidades, deve cumpri-las. Mas quando lideramos um grupo de pessoas, seja na empresa ou na família, aumenta nossa responsabilidade, pois respondemos pelo resultado de outras pessoas e esse papel nem sempre é fácil de se executar, pois exige sabedoria e coerência entre o que se fala e o que se faz. O que aprendi na minha vida profissional é que pessoas trabalham bem se forem estimuladas, motivadas e até mesmo inspiradas pelo exemplo da sua liderança e reagem negativamente a qualquer estímulo baseado no medo, na centralização ou na opressão.

E você? Sabe discernir se está exercendo sua autoridade ou se está sendo autoritário nas suas relações? Autoridade, do latim auctoritas, é o poder, a legitimidade ou a faculdade. Corresponde ao prestígio ganho por uma pessoa ou organização graças à sua qualidade, experiência ou à competência numa determinada matéria ou área de especialidade. Também existem pessoas que exercem a autoridade (como, por exemplo, um amigo que tem poder e influência sobre as nossas próprias decisões) pela sabedoria e conhecimento que detêm. Já o autoritarismo baseia-se noconceito de autoridade, uma vez que toma decisões em relação a um bem comum e que se refere às pessoas subordinadas; no entanto, a pessoa autoritária tende a querer manter tudo sob controle, não permitindo que nada seja feito sem sua intervenção – o que é quase impossível. O autoritário quer regulamentar tudo e impor a sua liderança a qualquer preço, mesmo no grito. Só ele dita ordens, as quais devem ser acatadas com prontidão e sem discussão. Não admite exceção alguma às suas exigências – mesmo quando não tem razão.O líder autêntico, que é uma autoridade, escuta as pessoas, não se sente ameaçado por opiniões diferentes das suas e, principalmente, dá o exemplo. Não pretende ter todas as respostas nem ter a última palavra em tudo. É capaz de reconhecer seus erros e pede ajuda para superá-los. O líder inseguro, que não se aprova, não consegue lidar com questionamentos e com o acesso das pessoas, torna-se autoritário na tentativa de manter o controle sobre as coisas e as pessoas; busca justificar as atitudes prepotentes argumentando a incapacidade dos subordinados, acreditando que seu método é o único jeito de fazer as coisas funcionarem. E é nesse momento que perde o respeito e o comprometimento das pessoas. É preciso entender que o poder para influenciar as pessoas a realizarem suas responsabilidades é diferente do poder que oprime e gera medo para que as pessoas as realizem. O medo e as ameaças podem dar resultados em curto prazo, mas nunca gerarão adesão, compromisso e respeito a longo prazo. A liderança baseada na entrega e no serviço, longe de ser uma fraqueza, fortalece o comprometimento das relações e o orgulho de pertencer à instituição, à família ou à nação. Seja o melhor líder que você puder ser!


Correio de Gravataí
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