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Mundo

Venezuela tem apagão de 16 horas e governo suspende dia de trabalho e aulas

Desde quinta-feira, o governo do presidente Nicolás Maduro acusa os Estados Unidos de liderar uma "guerra elétrica" e fala de "sabotagem imperialista"
08/03/2019 12:41

Após um apagão que já superou 16 horas, o governo da Venezuela anunciou nesta sexta-feira (8) a suspensão do dia de trabalho e das aulas nas escolas, em um dos mais prolongados cortes energia elétrica dos últimos anos.

Desde quinta-feira, o governo do presidente Nicolás Maduro acusa os Estados Unidos de liderar uma "guerra elétrica" e fala de "sabotagem imperialista".

O governo tomou a decisão "com o objetivo de facilitar os esforços para a recuperação do serviço de energia elétrica no país, vítima da guerra elétrica imperialista", tuitou a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez.

O caos tomou conta do país: hospitais em colapso, voos cancelados no aeroporto internacional Simón Bolívar, as principais cidades sem energia elétrica desde 16H50 de quinta-feira (17h50 de Brasília). A Venezuela ficou isolada, com as fronteira fechadas.

A economia está completamente paralisada, pois ninguém consegue sacar dinheiro dos caixas eletrônicos. Na quinta-feira, o serviço de telefonia e o metrô de Caracas interromperam os serviços, o que obrigou milhares de pessoas a caminhar por quilômetros até suas casas. "Até o telefone está desligado, o calor insuportável, estamos sem água. O país está virando um desastre", disse à AFP Armando Cordero, de 57 anos.

A partida entre Deportivo Lara e Emelec do Equador pelo Grupo B da Copa Libertadores - prevista para quinta-feira em Barquisimeto - foi reprogramada para a tarde de sexta-feira.

De acordo com a imprensa, o apagão afeta praticamente todo o país, com cortes em 23 dos 24 estados e na capital. As linhas telefônicas e a internet funcionam de modo intermitente.

Especialistas responsabilizam o governo socialista pela falta de investimentos na manutenção da infraestrutura em meio a uma grave crise econômica, mas autoridades denunciam atos de "sabotagem".


Correio de Gravataí
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