Olá leitor, tudo bem?

Use os í­cones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, ví­deos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 6423 (parada 63) - Monte Belo - Gravataí - CEP: 94050-000
Fones: (51) 3489-4000

Central do Assinante: (51) 3600.3636
Central de Vendas: (51) 3591.2020
Whatsapp: (51) 99101.0318
PUBLICIDADE
Um dia a escola cai

Obras são retomadas na escola Tuiuti

Depois da ocupação da escola pelos estudantes, a mobilização deu resultado. Obras paradas há meio ano são retomadas, professores repostos e estrutura dos prédios é avaliada.
26/06/2019 14:45 26/06/2019 14:50

Foto por: Fernando Lopes/GES
Descrição da foto: Material para retomada das obras já está na escola
A mobilização dos alunos, pais e professores da escola estadual Tuiuti, em Gravataí, chegou longe. Foi até o Palácio Piratini. Lá, nesta terça-feira (25), depois de serem ouvidos pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, representantes da escola foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, com a garantia — já com as primeiras ações iniciadas — de que os graves problemas estruturais dos prédios da Tuiuti serão resolvidos para a retomada das aulas.

Durante quase uma semana, até a noite de segunda (24), pais e estudantes ocuparam o local e as aulas foram suspensas. O movimento encerrou, mas ainda não há previsão, de acordo com a 28ª Coordenadoria Regional da Educação (CRE), para que os alunos retornem às salas de aula.

"Foi uma decisão tomada em conjunto com a comunidade escolar. Eles consideram que há risco com a atual estrutura dos prédios e nos comprometemos a avaliar a situação", diz a assessora jurídica da 28ª CRE, Cláudia Salengue.


Na verdade, os resultados da mobilização já são, no entendimento da direção da escola, mais concretos. Ainda na semana passada, três professores, que faltavam desde o início do ano letivo, foram designados para lá. Na quarta, enquanto acontecia a reunião na Casa Civil, a empreiteira que em novembro do ano passado havia iniciado a reforma do forro de um dos quatro prédios e abandonou a obra quando não recebeu repasses de um aditivo contratual, já havia retornado ao Tuiuti com materiais para o reinício da reforma. Há garantia, depois da pressão da comunidade, de novos repasses pela Secretaria da Educação.

Além da empreiteira, foram aos prédios da escola o engenheiro responsável da coordenadoria de obras da secretaria, o diretor de obras e o responsável financeiro da 28ª CRE.

Reestruturação em análise

A principal reivindicação dos estudantes era por reformas nas instalações de toda a escola. E até havia, até maio, R$ 120 mil do Banco Mundial para troca da rede elétrica, mas a verba foi perdida sem que o projeto fosse executado. Agora, conforme a direção da escola, o relatório inicial de engenharia confirma que há riscos reais nas atuais instalações.

"Nos propuseram uma ação emergencial para que não tenhamos prejuízos no calendário escolar. Já estamos orçando com empresas para a retirada dos forros dos outros três prédios e a comunidade concordou em retomar as aulas sem o forro nas salas mesmo, como um sacrifício que, no final, vai valer à pena", diz a assistente financeira da Tuiuti, Jaqueline dos Reis.

Foto por: Fernando Lopes/GES
Descrição da foto: Forro desabou no ano passado e o conserto ainda é aguardado
O Tuiuti foi concebido há cerca de 40 anos nas instalações de uma antiga fábrica. Os cinco prédios têm a mesma idade. Um deles, onde ficavam os alunos da educação infantil, teve o forro desabado em novembro. Na véspera, a direção da escola, temendo justamente este desfecho, havia interditado aquele local.

A esperança na escola é de que as obras emergenciais em toda a estrutura iniciem tão logo os orçamentos sejam entregues à 28ª CRE, mas não é este o entendimento do órgão estadual.

"Primeiro, vamos aguardar o resultado da vistoria feita pela engenharia. Depois, nos reuniremos outra vez com a comunidade escolar, na próxima semana, para viabilizar uma data de retorno às aulas. Qualquer obra que se decida fazer na escola dependerá de licitação", resume Cláudia Salengue.

Correio de Gravataí
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE