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Era o patrão da boca?

Menor de 13 anos é assassinado a tiros em boca de fumo

Suspeita da Polícia Civil é que vítima fosse a responsável pela venda de drogas e acabou sendo eliminada por bandidos rivais
24/06/2019 11:49 24/06/2019 14:19


Polícia Civil/Divulgação
Investigação: agentes da Civil retornaram ao bairro Santa Cruz na manhã desta segunda-feira (24)
Surpreendeu até a polícia. Um adolescente de 13 anos foi executado a tiros. O crime aconteceu no finalzinho da tarde deste domingo (23) em um bequinho do bairro Santa Cruz. Um homem de 25 anos e o menor de idade estava no local quando uma caminhonete se aproximou e os disparos foram efetuados. O adulto ficou ferido e o menor foi atingido na cabeça. Os relatos em torno da morte são divergentes. Há quem diga que tiros foram feitos a esmo pelos homens dentro do carro e tem também quem aponte uma "eliminação" organizada por criminosos. A Polícia Civil fica com a segunda alternativa. Responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado Eduardo Amaral aponta que tudo indica que o jovem estivesse cuidando de uma "boca de fumo", tendo sido assassinado por bandidos rivais. "O fato é que ali funcionava um ponto de tráfico", afirma. "E a vítima que sobreviveu contou ter ido até o local só para comprar drogas."

O homem já interrogado pela Polícia Civil não chegou a declarar que o adolescente era o "patrão da boca", no entanto aludiu que ele estaria sim envolvido com entorpecentes. "Ele não chegou a ver os criminosos chegando e sobreviveu somente porque na verdade não era o verdadeiro alvo do ataque", salienta Amaral. "Nossa equipe continua apurando, mas preliminarmente acreditamos que o ponto foi aberto a pouco tempo e alguma facção rival não gostou nada de saber disso", continua. A vítima não tinha antecedentes criminais, segundo a Polícia Civil. O adolescente chegou a aparecer nos registros da polícia como "desaparecido" durante um período, mas nada mais que isso.

Aumento de 14% nos homicídios

Olha, fazia tempo que ninguém era morto a tiros em Gravataí. Mais exatamente 12 dias. Para se ter uma ideia, foi no finalzinho da noite do dia 10 de junho que um homem foi assassinado em um sítio na Estrada Abel de Souza Rosa, na área do Costa do Ipiranga. E depois mais nada. O próprio comando da Brigada Militar (BM) já comemorava o hiato até a tarde deste domingo. Ao todo, foram 39 homicídios registrados na cidade em 2019. São cinco crimes a mais que o mesmo período do ano passado, conforme levantamento do Grupo Sinos. O percentual aponta um aumento de 14% nos assassinatos neste ano. "Continuamos trabalhando muito pela redução dos crimes contra a vida", confirma o major Luís Felipe Neves. "A morte deste adolescente nos pegou de surpresa. É lamentável alguém dessa idade morrer desse jeito."

Correio de Gravataí
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