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Dívidas

Sede da SEC é salva do leilão pela segunda vez

Parte da Sociedade Esportiva Cachoeirinha (SEC) iria a leilão na próxima segunda por dívida com o INSS mas, pela segunda vez em seis meses, direção conseguiu evitar a perda.
19/06/2019 11:01 19/06/2019 11:04

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Área da fachada da SEC, listada na penhora, é a mais valorizada no patrimônio do clube
A sede — ou parte dela — da Sociedade Esportiva Cachoeirinha (SEC) foi salva pelo gongo pela segunda vez em meio ano. Estava previsto para a próxima segunda-feira (24) o leilão de uma área de 1,2 mil m² (a fachada da sede), na Avenida Flores da Cunha, avaliada em R$ 2,3 milhões, com lance mínimo de R$ 1,1 milhão, mas, assim como já havia acontecido no começo do ano, a direção do clube agiu e conseguiu impedir na justiça.

De acordo com o presidente do clube, Ângelo Ronzoni Garcia, o Cocão, a penhora de parte da área atual da SEC, que tem hoje um total de 3 mil m² junto à principal avenida de Cachoeirinha, não tinha motivo, pelo menos por enquanto, para resultar em um leilão. É que, assim como em janeiro, a venda foi marcada judicialmente como resultado de um processo movido pelo INSS contra o clube, como forma de compensar uma dívida hoje estimada em R$ 150 mil.

"Nós já fizemos a negociação com o INSS, mas os comprovantes de pagamento não haviam chegado ao Fórum, por isso foi marcado o novo leilão, mas conseguimos impedir outra vez. Ainda não será neste momento que vão nos tirar a sede", diz.


Conforme o site da Raupp Leilões, que realizaria o pregão, cinco interessados já haviam visitado a área.

Segundo Cocão, em fevereiro foram pagos R$ 25 mil de entrada e o restante da dívida fiscal parcelado em 60 vezes. Os pagamentos, ele garante, estão em dia graças ao pagamento de aluguel da churrascaria que ocupa a maior parte do prédio. Desde 2013, esta é a única fonte de renda do clube que, na prática, está inativo.

À espera de um bom negócio

As outras duas lojas da fachada têm seus rendimentos revertidos para pagamentos de dívidas mais antigas já negociadas pelo clube que já foi o mais tradicional de Cachoeirinha. Pelo mesmo motivo, a parte das piscinas e a sede campestre, que abrigava campos de futebol, também já foram perdidas pela SEC no final da década passada.

As únicas atividades ainda mantidas na SEC são independentes. Há duas academias e uma escola de patinação. Os pagamentos de aluguel custeiam as contas de luz e outras manutenções da sede.

"Nossa intenção é manter a SEC aberta até conseguirmos um bom negócio, que represente a manutenção da área da churrascaria, do salão e da cancha de bocha, e a aquisição de um campo de futebol. Ou, de repente, algum negócio que inclua as nossas dívidas e resulte em um novo campo de futebol para a SEC, com uma área nova, à exemplo do que vimos em Gravataí com o Paladino", diz o presidente.

A estimativa da direção é que, se toda a área atual do clube fosse negociada renderia pelo menos R$ 4 milhões. deste valor, teriam de ser abatidas dívidas acumuladas, conforme Cocão, algo entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão.

As dívidas

É que, além da cobrança fiscal do INSS, que se acumulava desde o começo dos anos 1990, a fila de pendências judiciais da SEC inclui pelo menos duas ações trabalhistas, de acordo com o presidente, em fase de negociação, e uma cobrança gigantesca do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), em torno de R$ 300 mil, que já teria resultado inclusive na penhora de 10% do faturamento da sociedade. Como não há cobrança de mensalidades e outros rendimentos, a medida se tornou inócua.

Há ainda uma discussão com a prefeitura sobre a revisão do IPTU daquela área. No entendimento da direção do clube, a SEC segue isenta da cobrança, mas há posição no governo municipal de que o locala cumula uma dívida superior a R$ 1 milhão.

Encravada em uma cada vez mais conturbada — e valorizada pela ausência de espaços construtivos — avenida, a SEC, nos seus melhores anos, entre as décadas de 1980 e 1990, chegou a ter cinco mil sócios. De acordo com Cocão, os títulos seguem valendo, mas não há mais cobrança alguma. Atualmente, a administração do clube é mantida por ele e por um grupo de 20 conselheiros e dez suplentes.

"São todas pessoas que gostam do clube e, de alguma maneira, participaram da nossa história. Nossa missão, hoje, é não deixar acabar até surgir uma oportunidade para reerguer o Cachoeirinha", resume o presidente.

Correio de Gravataí
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