Olá leitor, tudo bem?

Use os í­cones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, ví­deos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 6423 (parada 63) - Monte Belo - Gravataí - CEP: 94050-000
Fones: (51) 3489-4000

Central do Assinante: (51) 3600.3636
Central de Vendas: (51) 3591.2020
Whatsapp: (51) 99101.0318
PUBLICIDADE
Parceria

Câmara analisa adoção de postos de saúde por empresas locais

Proposta do vereador Dimas Costa (PSD) autorizaria a iniciativa privada a custear reformas e compras de equipamentos em Gravataí
24/04/2019 15:20 24/04/2019 15:25

Foto por: Simers
Descrição da foto: Fiscalização do Simers no ano passado mostrou precariedade no atendimento 24 horas de Gravataí
Uma fiscalização do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) ao Serviço de Urgência e Emergência 24 de Horas, de Gravataí, em agosto do ano passado, expôs o eterno cobertor curto da saúde pública. No relato após a visita, o diretor, André Gonzales, resumiu: "Se chegar um paciente em parada cardíaca, o médico não tem o que fazer".

Àquela altura, segundo o sindicato, o posto contava com dois respiradores, ambos ocupados, macas ocupadas como leitos e o equipamento de raio-x completava quase dez meses estragado. E se o ritmo para consertar alguns equipamentos ou adquirir novos não dependesse de toda a burocracia do serviço público, mas contassem com parcerias e injeção de recursos de empresas locais, como padrinhos de uma unidade de saúde?

Esta é a proposta do vereador Dimas Costa (PSD), em discussão na Câmara de Vereadores desde a semana passada, quando ele apresentou o projeto 42/2019, Adote a Saúde de Gravataí, propondo, justamente que empresas possam destinar recursos a reformas, construções ou aquisição de equipamentos na mais diversas unidades de saúde da cidade. O projeto agora tramita nas comissões da saúde e de justiça e redação da Casa antes de poder ser levado ao plenário.

"É um projeto que não gera custos ao município e só beneficia a gestão da saúde pelo governo municipal. Esta parceria proposta não determina qualquer tipo de isenção fiscal ou outra vantagem ao empresário que adotar uma unidade de saúde. O único retorno que ele terá é em marketing positivo. Hoje, é um investimento ao empresário demonstrar a sua preocupação social com a comunidade, e para a prefeitura, é uma forma de solucionar gargalos importantes", avalia o vereador.

Conforme o projeto, a doação de equipamentos ou o investimento em reformas, necessariamente, teria de seguir o projeto elaborado pela Secretaria Municipal da Saúde, e a adoção pode ser total ou parcial, conforme o convênio a ser firmado com a prefeitura.

"Não vejo restrições legais ao projeto. É o que acontece, por exemplo, na construção do novo complexo da Santa Casa, em Porto Alegre, que só sairá do papel por doação de R$ 40 milhões. Gravataí tem potencial para este tipo de parceria, com o grande número de empresas de grande porte, mas o governo terá de demonstrar interesse", aponta o vereador.

Conforme a assessoria de imprensa, o governo não se manifestará sobre o projeto do vereador de oposição. Esclarece, porém, que não há em nenhum setor da administração de Gravataí nenhum modelo semelhante, de parceria público-privada nestes moldes de adoção propostos.

Correio de Gravataí
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE