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Polícia

Caso de estudante espancado choca comunidade na Caveira

Polícia Civil classifica caso como tentativa de assassinato
11/04/2019 17:17 11/04/2019 17:17

O ano é 2009. Adilson Muniz Praga, 17 anos, então estudava no 2º ano do 2º grau em uma escola na Cohab. Certa noite, ao caminhar para casa, foi atacado por pelo menos cinco jovens. A investida fora brutal. Agredido a socos e pontapés, terminou sendo hospitalizado devido aos golpes na cabeça. Dias depois, já em casa, ficou sabendo que fora agredido "por engano." "Eles queriam bater em não sei quem e acabaram me agredindo", recorda. O estrago, no entanto, já estava feito. Apesar de não ficar com nenhuma sequela física, o dano psicológico foi grande. Adilson ficou um ano sem voltar a escola devido ao trauma. Dez anos depois, um caso de violência semelhante volta a chocar a comunidade gravataiense. Mais exatamente os moradores do bairro Sagrada Família e do Passo da Caveira.

Aconteceu no final da noite de terça-feira. O estudante Mateus Henrique Juber, 19 anos, deixou a Escola Municipal Antônio Aires de Almeida e se encaminhava para casa. O aluno do 9º ano da instituição estava a cerca de 200 metros da escola, em frente a um mercado, quando foi atacado. De saída, tentou se defender dos empurrões e socos, mas logo acabou sendo rendido e terminou no chão. Desacordado. "Por que vocês estão fazendo isso?", questiona o rapaz conforme visto no vídeo gravado de um celular que circula, desde o início da semana, pelas redes sociais. Quer dizer, Mateus não sabia sequer por que estava apanhando. Após o ataque, ele foi socorrido e encaminhado para a emergência do Hospital Dom João Becker, onde permanece internado em estado grave.

Informações dão conta de que o jovem teve lesões enormes na cabeça por conta das pancadas.

Ataque pode ter sido motivado por ciúmes

Ao que tudo indica, Mateus Henrique Juber foi atacado devido a um namorado ciumento. Testemunhas apontaram que uma adolescente de blusa rosa, que aparece tentando apartar a briga no vídeo gravado, seria o pivô da agressão. Há quem consiga ouvir, entre socos e pontapés, a frase: "Isso é para não aprender a mexer com a mina dos outros."

Diretora da Antônio Aires de Almeida, Aurelise Braun Neves comenta que o jovem era novo na escola e também na comunidade. Conforme ela, ele é tímido e não há nada que aponte que estaria "mexendo" com quem quer que seja. "Acredito que ele tenha sido agredido covardemente sem nem saber por quê", frisa. A diretora diz lamentar profundamente o que aconteceu com o estudante e garante que todas as providências já foram tomadas. "Converso com a mãe dele a cada 15 minutos", diz. "Estamos muito tristes. Aliás, a comunidade está em polvorosa com tudo que aconteceu."

Ainda segundo Aurelise, os jovens que aparecem agredindo Mateus no vídeo não são estudantes da escola.

"Foi uma tentativa de assassinato", afirma delegado

A Polícia Civil já está cuidando do caso. De acordo com o diretor da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM), o caso foi passado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). "Estamos cientes do que aconteceu e pedi uma atenção especial ao caso", confirma o delegado Rodrigo Bozzetto. "Isso não foi uma simples agressão. Foi uma tentativa de assassinato."

Segurança já foi reforçada na Caveira

Embora tenha sido um caso isolado de violência, a Brigada Militar (BM) já reforçou a segurança nas paradas 102 e 103 da RS-030, nas imediações do Passo da Caveira, onde aconteceu o fato. A segurança em frente a Escola Antônio Aires de Almeida também tem sido garantida na saída da instituição desde que ocorreu o crime.

Secretaria de Segurança esclarece se tratar de uma ocorrência em via pública

Via nota da assessoria de imprensa, o secretário para Assuntos de Segurança, coronel Flávio Lopes, informa: "As agressões ocorreram em frente ao Supermercado Ramos, na RS-030. A Guarda Municipal, através da Patrulha Escolar atua nos entornos das escolas. Os agressores inclusive não estudam na escola. No dia da agressão, as aulas se encerraram às 21h30 e a Patrulha Escolar esteve presente na escola. A agressão, no entanto, aconteceu por volta de 22h30. Ou seja, não foi em ambiente de atuação da Patrulha Escolar tampouco no período que compreende a saída e chegada dos alunos. Trata-se, portanto, de uma ocorrência em via pública."

Correio de Gravataí
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