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48 anos da tragédia

Em 1971, excesso de chuva e rompimento de açude causaram 16 mortes

Caso aconteceu em Linha Moreira, que pertence parte a Gramado e parte a Três Coroas
10/02/2019 09:01 10/02/2019 09:11

Foto por: Ilton Müller/Ilton Müller/GES-Especial
Descrição da foto: Nelson Cavallin mostra um dos locais que transbordou na época
Era a noite de 9 de fevereiro de 1971, uma terça-feira, na localidade de Linha Moreira, que pertence parte a Gramado, parte a Três Coroas. Depois de um dia de trabalho na lavoura, os agricultores se preparavam para dormir quando, por volta das 20 horas, os Arroios Caboclo e Moreira, que cortam a localidade, receberam muito mais do que a chuva torrencial que caía naquele momento. O rompimento de um açude de peixes na Linha Serra Grande, em Gramado, distante poucos quilômetros dali, elevou o nível dos dois córregos, invadiu propriedades, destruiu casas, pontes, arrancou árvores e matou animais e 16 pessoas.

“Não durou mais do que cinco minutos e deu toda essa tragédia”, recorda a aposentada Irani Geidiche, 76 anos, que se salvou junto com o marido, Hildo Geidiche, e três filhos. A família Geidiche ainda reside no mesmo local. A casa onde moravam não foi atingida porque um barranco estava no caminho da enxurrada.

Conforme registro do livro Nossas Raízes II, de Clarise Elisa Moeller e Lorena Deecken, editado em 2008, a velocidade da água morro abaixo foi de aproximadamente 60 quilômetros por hora e atingiu três metros de altura em alguns locais. As vítimas fatais residiam nas Linhas Moreira e Sander (em Três Coroas). Conforme consta na obra, no total foram destruídas 25 moradias, dois armazéns e duas sedes de sociedades.

Brumadinho

Guardadas as proporções – número de vítimas e características do incidente (aqui um açude e lá uma barragem de rejeitos de mineração) – a tragédia registrada em Mariana em 2015 e em Brumadinho há 17 dias (ambas em Minas Gerais) faz lembrar o incidente de Linha Moreira.

Nelson Cavallin, 80 anos, que se salvou junto com a família, já havia pescado no açude que causou toda a destruição. Ele foi construído entre dois morros e tinha um muro de aproximadamente 1,80 metro de altura, que se rompeu. Ele credita a tragédia a uma fatalidade. “Foi muita chuva de uma vez só”, afirma ele, observando que isso potencializou o rompimento do açude.


Correio de Gravataí
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