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Rodovias

Pedágio volta à free way no dia 15 de fevereiro custando R$ 4,30

Para as demais rodovias que integram a Rodovia Integração Sul, previsão é de que a cobrança de pedágio inicie um ano depois
11/01/2019 15:56 11/01/2019 17:08

Foto por: GES-Especial
Descrição da foto: Assinatura da concessão teve a participação do governador Eduardo Leite e do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freita e do presidente da CCR Leonardo Vianna
Na manhã desta sexta-feira (11), no Palácio Piratini, foi assinado o contrato de concessão das rodovias BR-101, BR-386, a BR-290 (free way) e BR-448 (Rodovia do Parque) no Rio Grande do Sul. Chamada de Rodovia Integração do Sul (RIS), a parceria público-privada (PPP) vai garantir um investimento de R$ 13,4 bilhões pelos próximos 30 anos.

A CCR Via Sul, empresa controlada pelo Grupo CCR, será a responsável pela operação de 473,4 quilômetros de rodovias federais do Rio Grande do Sul. De acordo com o presidente da CCR, Leonardo Vianna, a empresa assume os trabalhos no dia 15 de fevereiro, data em que reinicia a cobrança de pedágio na free way, tanto em Gravataí como em Santo Antônio da Patrulha.

"Iniciamos em 15 de fevereiro o atendimento mecânico, médico e a cobrança do pedágio nos locais onde anteriormente eles já eram realizados. A tarifa será de R$ 4,30 nos primeiros 12 meses, com reajustes anuais de acordo com a inflação", garantiu. A CCR informou que esse valor tem como base julho de 2018, e poderá ser reajustado pela variação do IPCA até o início da operação das praças, o que deve levar a uma alteração para R$ 4,40. Mas, a confirmação desta mudança somente se dará em fevereiro.

Com relação às demais rodovias, a previsão é que seja iniciada a cobrança do pedágio em até um ano. "O contrato estabelece que façamos algumas melhorias nestas vias antes da cobrança. Nosso prazo é entre seis meses e um ano para terminar esses trabalhos e só então haverá a tarifa", acrescenta Vianna. A BR-386 terá quatro pedágios, nas cidades de Victor Graeff, Fontoura Xavier, Paverama e Montenegro. Já na BR-101, o contrato prevê uma cobrança de tarifa, no município de Três Cachoeiras.

Para o início dos trabalhos, a concessionária deve contratar cerca de 750 funcionários. Segundo Roberto de Barros Calistoga, diretor-presidente da Via Sul, quando a operação estiver sendo realizada nas quatro rodovias, o número de pessoas empregadas deve superar os dois mil funcionários.

A assinatura

Foto por: GES-Especial
Descrição da foto: Governador Eduardo Leite diz que esta é uma concessão importantíssima para o RS
O contrato assinado no Palácio Piratini contou com a presença de autoridades federais, estaduais e representantes de alguns dos 32 municípios por onde as rodovias passam. O governador Eduardo Leite salientou que a concessão simboliza o que sua gestão busca para o futuro do Rio Grande do Sul: “Não podemos nos render à condição de crise fiscal e contaminar a nossa economia com falta de ação e pró-atividade para viabilizar os investimentos que o nosso estado precisa. Por isso, paralelamente a uma agenda de enfrentamento da crise do governo, é fundamental que se tenha uma agenda de crescimento econômico”, afirmou Leite.

Segundo o governador, essa agenda de desenvolvimento está ligada diretamente à concessão de serviços à iniciativa privada e contempla um importante tripé: desburocratização, redução de custos tributários e redução de custos logísticos. “Se o Estado não tem capacidade de fazer investimentos de vulto em infraestrutura, nem nós nem o governo federal, temos que ter a ousadia de colocar o pé no acelerador da parceria com o setor privado”, pontuou.

Com um total de 473 quilômetros, a Rodovia Integração do Sul liga Torres a Carazinho, passando por Porto Alegre. A concessão atinge diretamente 32 municípios, que representam 24% da população gaúcha e 32,3% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Para esses municípios, estima-se um retorno de Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) de cerca de R$ 1,3 bilhão ao longo do período de concessão. “É uma concessão importantíssima para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, sintetizou o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, salientou que o projeto foi amplamente discutido com a população, o que culminou em um novo modelo de concessão rodoviária, que, inclusive, será usado como base para uma série de PPPs que o governo Jair Bolsonaro planeja. “Hoje é um dia de festa”, comemorou Freitas em seu discurso. “O RIS representa investimento, redução de custo logístico e incremento do PIB, mas, substancialmente, vai salvar vidas”, acrescentou o ministro, que aproveitou sua passagem pela capital para realizar visitas técnicas ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, na quinta-feira (10), e às obras da Nova Ponte do Guaíba, ainda nesta sexta-feira.

Os ministros da Cidadania, Osmar Terra, e da Secretaria de Governo, general-de-divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz, ambos gaúchos, também participaram da cerimônia e destacaram que serão parceiros no governo Bolsonaro para alavancar o desenvolvimento do estado. “Faremos o possível e o impossível”, destacou Terra.

O que vai ser feito

Foto por: GES-Especial
Descrição da foto: Leonardo Vianna, presidente da CCR
Como contrapartida pela arrecadação nas praças de pedágio, além de socorro médico e mecânico, videomonitoramento e operação do vão móvel da ponte do Guaíba, a nova concessionária terá de promover melhorias na infraestrutura das rodovias gaúchas. A principal obra será a duplicação da BR-386, que deve ser concluída até 2037. Com o alargamento dos 166 quilômetros de Carazinho a Lajeado, a Rodovia de Integração Sul será totalmente duplicada.

A CCR ainda terá de construir 78,8 quilômetros de faixas adicionais para ampliação da capacidade das estradas, 85 novos dispositivos de interconexão, 32 passarelas de pedestres e 75,5 quilômetros de vias marginais, fazer 59 melhorias em acessos e providenciar a iluminação nas travessias urbanas e nas vias marginais.

Além dessas obras obrigatórias, o governo federal poderá solicitar a execução de outras obras ao longo do contrato, na forma de um estoque de melhorias, na medida em que as rodovias atingirem determinado fluxo de veículos, conforme prevê o edital.

Cronograma da CCR

14 de janeiro: Previsão de publicação do extrato do contrato no Diário Oficial da União e início da reforma das duas praças de pedágio e cinco bases na free way

15 de fevereiro: início da cobrança de pedágio nas duas praças da free way, além da conservação e operação completa na rodovia, além da operação da Ponte do Guaíba. Na BR-101, operação no Túnel do Morro Alto entre os quilômetros 67 e 69. Inicia-se também o trabalho de conservação nas BRs 101, 448 e 386

15 de junho de 2019: início da obra de realocação da praça de pedágio de Gravataí e implantação de cobrança bidirecional na praça de pedágio de Santo Antônio da Patrulha.

15 de agosto de 2019: início da operação completa nas rodovias BR-101, BR-448 e BR-386

15 de fevereiro de 2020: início da cobrança de pedágio nas quatro praças da BR-386 e na praça da BR-101 e início do programa de restauração do pavimento da BR-386

15 de agosto de 2020: início da cobrança bidirecional na praça de pedágio de Santo Antônio da Patrulha na free way e da operação da nova praça de pedágio em Gravataí, no quilômetro 59

15 de agosto de 2021: início das obras de duplicação de 225 quilômetros da BR-386, entre Marques de Souza e Lajeado.



  • Assinatura da concessão teve a participação do governador Eduardo Leite e do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freita
    Foto: Paloma Vargas/GES-Especial
  • Governador Eduardo Leite diz que esta é uma concessão importantíssima para o RS
    Foto: Paloma Vargas/GES-Especial
  • Leonardo Vianna, presidente da CCR
    Foto: Paloma Vargas/GES-Especial

Correio de Gravataí
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