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Menos dinheiro, menos carros novos nas ruas

Crise econômica acaba impactando no envelhecimento da frota, diz pesquisador
10/01/2019 10:42 10/01/2019 11:22

Trânsito teve menos carros novosOs horários de pico demonstram que cada vez mais estamos em maior número no trânsito quando o assunto é quantidade de veículos no Estado. Carros, motocicletas, caminhonetes, caminhões e ônibus dividindo o mesmo espaço. Mas há um dado novo nesta história: tem surgido menos automóveis trafegando e a frota em circulação está cada vez mais velha.

Um estudo feito pelo Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) baseado nos últimos 10 anos mostra que é perceptível a redução no número de novos veículos. Para fevereiro de 2020, o órgão projeta uma frota de sete milhões de veículos. Em dezembro de 2018, já eram 6.772.764. Se comparados os últimos anos, a pesquisa mostra o tamanho dessa redução. Entre 2009 e 2010, o crescimento médio da frota foi de 6,6%. Já entre 2017 e 2018, o aumento foi de 3%. A queda começou no período de 2012 a 2013, quando o crescimento médio anual passou de 6,8% para 6,4%. Em Gravataí, a frota em 2007 era de 76.959 veículos. No ano passado, o número de automóveis nas ruas chegou à marca de 154.801.

Outro fato é que a frota gaúcha está envelhecendo. Cerca de 21% dos veículos têm mais de 30 anos de fabricação. Em 2009, a porcentagem de veículos com mais de 30 anos era de 19%. Quando pensamos em veículos novos, aqueles com menos de um ano de fabricação são hoje menos da metade do que eram em 2009: 2,3% da frota em 2018, contra 5% há 10 anos. Os veículos entre um e cinco anos de fabricação, que em 2009 representavam 20,1% da frota, em 2018 eram somente 12%. Veículos entre 15 e 20 anos passaram de 10,6% para 12% e aqueles entre 20 e 30 anos de fabricação, que eram 8,5% em 2009, saltaram para 11,7% no ano passado.

Em 2014, o Detran-RS registrou crescimento médio de 5,3%; e, em 2015, de 3,5%. Em 2016 e 2017, houve 2,7% de crescimento, o menor da série. E 2018 apresentou leve crescimento, com média de 3%. Para o pesquisador da área econômica na Universidade La Salle Moisés Waismann, tanto o envelhecimento quanto a redução da frota se devem à crise na economia. "Depois de um crescimento que tivemos na compra de veículos porque as pessoas tiveram mais renda, tivemos um revés no último período. As pessoas sem renda e sem trabalho não têm como manter o seu padrão de vida ou atualizar seus bens. A gente tem visto um monte de pessoas se desfazendo de bens e entre escolher entre um imóvel ou um carro, vai o veículo. E aqueles que conseguem manter o veículo também não tiveram renda para trocar de carro nesses últimos três anos", explica.

Tipos de veículos

O número de carros em Gravataí é de 104.954, e as motos somam 22.745. Utilitários e caminhonetes são 15.044 e contabilizando ônibus e micro-ônibus, chega-se a 1.236 unidades. Quando o crescimento da frota no RS é dividido em tipos de veículos, percebe-se que automóveis e caminhões sofreram pequena variação quanto ao volume no conjunto dos veículos: em 2009, os carros representavam 62% da frota e passaram a ser 61% em 2018; os caminhões eram 5% e passaram a 4%. "Já temos dificuldades de renovar calças, sapatos, imagina renovar um bem de R$ 50 mil", completa Moisés.


Correio de Gravataí
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