Olá leitor, tudo bem?

Use os í­cones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, ví­deos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 6423 (parada 63) - Monte Belo - Gravataí - CEP: 94050-000
Fones: (51) 3489-4000

Central do Assinante: (51) 3600.3636
Central de Vendas: (51) 3591.2020
Whatsapp: (51) 99101.0318
PUBLICIDADE
Buenos Aires

Prefeito culpa torcidas organizadas pela suspensão da Libertadores

Atos de violência foram registrado no sábado e que levaram à suspensão da final do campeonato
25/11/2018 20:23 25/11/2018 20:27

O prefeito de Buenos Aires, Horácio Rodriguez Larreta, responsabilizou neste domingo (25) a "máfia das barras bravas (torcidas organizadas)" do futebol argentino pelos atos de violência no sábado (24), que levaram à suspensão da final da Taca Libertadores. Milhares de torcedores passaram dois dias indo ao Estádio Monumental de Nuñez, do River Plate, para vê-lo disputar o "jogo do século" contra o rival histórico, Boca Juniors. Mas, em ambas as ocasiões, tiveram que voltar para casa porque, segundo as autoridades que organizaram a partida, não estavam dadas as condições para o jogo.

A suspensão da "grande final", anunciada hoje repercutiu fora do mundo do futebol, porque ocorreu menos de uma semana antes da cúpula do G-20, em Buenos Aires. No dia 30 de novembro, os lideres das 20 maiores economias do mundo - entre as quais Estados Unidos, Rússia e China - se reúnem na capital argentina.

O governo do presidente Mauricio Macri - que foi presidente do Boca antes de entrar para a politica - vem garantindo que está em condições para protegê-los de possíveis manifestações violentas, como as que ocorreram na última cúpula, na Alemanha.

"Tem algo que é muito difícil combater: a estupidez humana", disse Rodriguez Larreta, em entrevista coletiva, para assegurar que mais medidas de segurança haviam sido tomadas para proteger os jogadores e torcedores. Ele acusou a torcida organizada do River Plate de ter apedrejado o ônibus, que levava o time do Boca Juniors ao estádio, no sábado (24). O capitão xeneize (denominação argentina para os torcedores da equipe Boca Junior), Pablo Perez, foi ferido no olho. A polícia tentou dispersar os atacantes com bombas de gás lacrimogênio e gás pimenta, afetando também os próprios jogadores.

Segundo Larreta, a agressão está diretamente relacionada à batida que a polícia deu na casa do chefe da torcida organizada do River - e que resultou na apreensão de 300 entradas e o equivalente a R$ 1 milhão. "Vamos combater a fundo as barras bravas, custe o que custar", disse, acrescentando que a máfia da torcida organizada esta "enquistada no futebol argentino há 50 anos".

Nas ruas de Buenos Aires, torcedores decepcionados reclamavam da falta de respeito. Depois dos incidentes de sábado, a Conmebol insistiu que o jogo fosse realizado, mas os dois times fizeram um acordo de cavalheiros, para suspendê-lo. O Boca disse que não jogaria sem seu capitão e o River tampouco queria enfrentar um adversário nestas condições. A partida foi remarcada para este domingo (25) e, mais uma vez, as portas do Estádio Monumental se abriram para os torcedores, que voltaram a fazer fila. Desta vez, menos entusiasmados do que na véspera.

Os presidentes do Boca Juniors e River Plate foram convocados para uma reunião na terça-feira (27), no Paraguai, sede da Conmebol, para acertar uma nova data. Mas só a partir do dia 1º de dezembro, quando termina a Cúpula do G-20.


Correio de Gravataí
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE