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Viver com Saúde

Hipnose pode ajudar no tratamento da dor

A psicóloga Daniela Franzen explica detalhes da terapia
17/10/2018 07:44 17/10/2018 07:47

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Psicóloga Daniela Franzen
Esqueça aquele olhar atento para o relógio balançando à frente do rosto ou a moça que come uma cebola pensando se tratar de uma maçã apetitosa. A hipnose é uma aliada na busca por um alívio físico e mental, em casos como traumas, fobias e até no controle da dor. O Conselho Federal de Medicina e a Organização Mundial de Saúde reconhecem a técnica como importante ferramenta na área da saúde, desde que praticada por profissionais habilitados. A psicóloga Daniela Franzen traz mais detalhes desta terapia.

Como a hipnose pode auxiliar no tratamento da dor?
A hipnose é usada há muito tempo para o controle da dor, desde épocas em que não existiam anestésicos. A dor tem um grande componente psicossocial: se estamos nervosos e/ou estressados, a dor costuma piorar. A dor é uma experiência, não um fato absoluto. Muitas pessoas têm pequenas lesões e muita dor, e o contrário também é verdadeiro. Por isso, conseguimos modificar a maneira como o cérebro, que está hipersensibilizado, interpreta a dor.

A que grupo de pacientes a hipnose contra a dor é mais indicada?
Se você sente dor, as técnicas podem ajudar. Fibromialgia, dores de cabeça (inclusive as enxaquecas), dores orofaciais, dores na coluna, artrites, dores do lúpus, cólicas da Síndrome do Intestino Irritável, entre outras.

A terapia pode substituir o uso de medicamentos contra dor?
As técnicas são utilizadas em conjunto com o tratamento médico tradicional, para a segurança do paciente. Geralmente, se nota uma diminuição no uso da medicação, o que é ótimo, pois como nosso cérebro é plástico, ele se modifica, se acostuma com a medicação e acabamos precisando aumentar a dose para se obter os mesmos efeitos. E temos a grande vantagem de não haver efeitos colaterais.

O que acontece com o corpo da pessoa durante a hipnose? Ela “dorme”?
Não, a pessoa não “apaga” durante a sessão. Ela fica num estado mais focado e relaxado. Isso auxilia para que ocorra uma diminuição da nossa mente consciente, aquela que conversa com a gente o tempo todo, permitindo que se acessem regiões que normalmente ficam inconscientes e ajudando a pessoa a absorver boas sugestões para uma melhora no seu bem-estar de maneira geral.

A pessoa se lembra do que ocorreu durante a sessão?
Sim, ela se lembra de tudo. A pessoa sabe o que está acontecendo ao seu redor e inclusive pode sair desse estado quando desejar.

Pessoas de todas as idades podem passar pela hipnose? Existe alguma restrição?
A maioria das pessoas é hipnotizável. Algumas têm mais facilidade, outras levam algumas sessões para se sentir mais confiantes no processo. Crianças muito pequenas e pessoas com dificuldades intelectuais têm resultados mais limitados.

A pessoa precisa ser mais suscetível para funcionar?
Não. Não é necessário que a pessoa entre em um transe profundo para que se consigam bons resultados. Uma disponibilidade para melhorar aquilo que está ruim na nossa vida ajuda no progresso do tratamento como um todo, mas já atendi muitas pessoas que, inclusive, nem acreditavam na hipnose e se beneficiaram de seus efeitos mesmo assim.

É possível fazer uma auto-hipnose?
Sim. Inclusive sempre gravo áudios e exercícios para os pacientes fazerem entre as sessões e ajudarem no desenvolvimento do tratamento.

Em que outros casos a hipnose pode ser indicada?
A hipnose pode auxiliar pacientes que sofrem de medo, fobia e ansiedade.


Correio de Gravataí
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