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Qual o limite entre o uso adequado da Internet e o exagero?

Facilidades sim, amizades desfeitas não. A rede está aí para ser bem aproveitada
02/10/2018 14:40 02/10/2018 14:42

Os avanços tecnológicos mudam verdades e necessidades, influenciando na forma como nós, seres humanos, lidamos com as relações, com os vínculos e com a forma de interagimos com o mundo. A Internet, inegavelmente, é um dos maiores e mais complexos artifícios científicos da contemporaneidade. Pensando assim, a pergunta que surge é: quando a Internet passa a ser um problema? Quando é exagero? Qual parâmetro usar?

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Julia Protas, psicóloga
Conforme a psicóloga, doutora em Medicina e coordenadora do curso de Psicologia da Imed Porto Alegre, Júlia Protas, através da Internet falamos, compramos, estudamos, pesquisamos, fazemos transferências bancárias, nos conectamos com o restante do mundo, criamos e recriamos padrões, expressamos nossas opiniões, criamos perfis, jogamos, entre tantas outras utilizações que a rede mundial de computadores tem nos dias de hoje. “Parece que não conseguimos imaginar (ou lembrar) como seria (ou era) a vida antes da Internet”, diz Júlia.

“A sociedade se divide, embora a Internet seja praticamente fundamental para nossas vidas, ainda existem grupos resistentes, com o discurso de que ‘na minha época era melhor porque não tinha Internet’. Pois bem, a modernidade, como bem sabemos, é construída e mantida por nós, o que nos leva a refletir que talvez o problema não seja a Internet, mas sim o uso que fazemos dela”, enfatiza a psicóloga.

O que fazer?

As “dependências” são caracterizadas como uma condição para a existência e, portanto, necessitam ser tratadas de forma séria, com profissionais capacitados. “O importante não é terminar ou proibir o uso da Internet e, sim, aprendermos a lidar com ela de forma que desempenhe um papel de ferramenta para nosso desenvolvimento e as construções de ideias, vínculos e trocas, pois o compartilhar pode ser muito mais interessante do que o calar, o conectar pode aproximar muito mais do que o se fechar”, cita.

Alerta para comportamentos

Para analisarmos um comportamento como adequado ou não, partimos de um “padrão de comportamento normal”, ou seja, mais usual para determinada população, explica Júlia. Assim sendo, ao pensar na rede mundial de computadores devemos considerar a idade das pessoas envolvidas, as atividades e a finalidade do uso da Internet, acrescenta. “Uma coisa é a Internet fazer parte da forma de se conectar com as pessoas, outra coisa é ser a única forma de contato com as pessoas. Uma situação é jogar online durante algum tempo do dia, outra coisa é modificar toda a rotina, trocar o dia pela noite em função de um jogo”, alerta.

Esses parâmetros variam conforme a idade. Os jovens tendem a fazer um forte uso das redes sociais, descobrem aplicativos, compartilham informações entre outros. Já as crianças devem ter um uso bastante moderado da Internet, inclusive pelo fato de que muitos crimes também ocorrem neste ambiente virtual.

Crianças e adolescentes

O ambiente virtual, por ser um território “livre”, acaba possibilitando ao internauta uma gama crescente de informações das mais variadas qualidades e procedências. Sabemos que o público infantojuvenil tem sido um nicho bastante explorado nas redes, com programas que vão desde “youtubers” a jogos.

É muito importante que todo o conteúdo navegado tanto por crianças quanto por adolescentes seja de conhecimento dos pais e ou responsáveis, pois ao mesmo tempo em que o uso da Internet pode proporcionar e estimular a criatividade e a curiosidade da criança, muitos crimes também são cometidos por esta via, desde redes de pedofilia até jogos que estimulam atos violentos tanto para si quanto para os outros.

O uso da Internet e o ciúme

Sabemos que o ciúme é uma faceta das relações que existe há muito tempo, porém a forma como lidamos e expressamos esse ciúme vem alternando conforme muda nossa sociedade e, consequentemente, a forma como nos relacionamos e nos comunicamos. A Internet passa então a ser um espaço que para muitos casais estimula a desconfiança e o desconforto, fazendo dela um vilão.

Toda a relação é construída na troca entre duas ou mais pessoas e essas trocas são afetivas, financeiras, organizacionais e também regem as “normas” da relação, o que é aceitável ou não para que o vínculo e o afeto fluam de forma produtiva. Entretanto, para muitos casais nem sempre é fácil expressar seus desconfortos. Veja algumas ideias que podem ajudar no momento de expressar esse incômodo:

* Converse com o seu parceiro (a) sobre como você se sente com relação ao uso da Internet.

* Mostre o quanto é importante para você que seu parceiro (a) compreenda seus sentimentos.

* Proponha um alinhamento, como se fosse um “meio termo” do uso da Internet.

* Não olhe suas postagens e celular sem autorização, isso faz com que o vínculo de confiança se quebre.

* Caso queira, peça autorização para ver os conteúdos que ele (a) acessa na Internet.

* Lembre-se que uma relação é sempre uma escolha e que a base da parceria está na confiança.

Faça o teste

Para poder avaliar como anda o seu comportamento na Internet, tente responder as seguintes perguntas:
1 - Quanto tempo do meu dia eu dedico para realizar atividades online?
2 - Quais outras atividades eu realizo no meu dia que não necessitam de Internet?
3 - Como seria passar um dia offline?
4 - Eu consigo me ver me divertindo sem ser relacionado ao uso da Internet?

Analise suas respostas - Caso as respostas às perguntas acima remetam sempre à Internet como ponto fundamental, quase que vital para o desenrolar da vida e das relações, provavelmente o uso dos artefatos virtuais estejam pendendo mais para o exagero do que para o uso adequado, orienta Júlia Protas.

“Sempre que você sentir que está perdendo o controle da situação, dos pensamentos e dos comportamentos, é importante buscar o auxílio de um profissional da área da saúde, seja um psicólogo ou um psiquiatra”, recomenda.


Correio de Gravataí
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