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Psiquiatria

Delírios, alucinações e isolamento entre os sintomas da esquizofrenia

Doença atinge 1% da população
31/10/2018 14:28 31/10/2018 14:31

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Esquizofrenia, depressão, suicídio
São 56 mil novos casos a cada ano no Brasil. A esquizofrenia é uma doença crônica e que “desenvolve-se pela combinação de uma vulnerabilidade genética preexistente com fatores ambientais”, como destaca a psiquiatra da Unimed Encosta da Serra, Roberta Ladniuk.

A profissional explica que a esquizofrenia é uma doença crônica e sem cura, portanto o tratamento é imprescindível. “O pior desfecho que a doença pode ter é o suicídio, que chega a taxas de 10% nessa população. Ao contrário do que se pensa, os esquizofrênicos não são pessoas violentas, porém quando psicóticos, podem também apresentar ideação homicida”, destaca.

O que é esquizofrenia?

É uma doença mental que afeta o pensamento, emoção e percepção, fazendo com que o paciente perca o juízo crítico e o contato com a realidade. As características mais marcantes são os delírios e as alucinações, principalmente auditivas. Outros sintomas presentes são o retraimento emocional, apatia, isolamento e introspecção, gerando dificuldade de criar e manter laços afetivos e sociais.

Perfil do paciente

Estima-se que a esquizofrenia atinja 1% da população, com predominância superior entre homens. Desenvolve-se pela combinação de uma vulnerabilidade genética preexistente com fatores ambientais, principalmente adversidades que ocorrem precocemente na vida da pessoa. Portanto, um histórico familiar de esquizofrenia aumenta as chances de alguém desenvolver a doença entre 3% e 50%, dependendo do grau de parentesco, desde que os genes herdados sejam ativados por fatores de risco externos, como complicações pré-natais e perinatais, maternagem deficiente, infecções do sistema nervoso, traumas psíquicos na primeira infância e uso de maconha na adolescência.

Primeiras manifestações

Antes de ocorrer o surto psicótico, o transtorno pode passar despercebido por meses. Pode haver desinteresse pelas relações sociais e familiares que mantinha, abandono de atividades usuais, indiferença aos sentimentos dos outros, dificuldade de concentração, hostilidade, desconfiança, inversão do sono, desleixo na aparência e higiene pessoal, preocupações não habituais com ocultismos ou religião, dúvidas existenciais e filosóficas.

Principais tratamentos

O tratamento farmacológico é feito com as medicações da classe dos antipsicóticos. É bastante efetivo para os sintomas positivos, que são os delírios, alucinações, desorganização mental e agressividade. Para os sintomas negativos, como apatia, embotamento emocional, falta de empatia, isolamento social e falta de motivação, o tratamento de reabilitação através de psicoterapia e terapia ocupacional é o indicado.

Quanto mais precocemente for iniciado, menor o deterioramento, com menos chances de desenvolver surtos graves e maior probabilidade de levar uma vida relativamente normal, com convívio familiar e social. Nos casos em que o paciente apresenta riscos de autoagressão ou heteroagressão (agressão para o mundo externo) ou exposição moral, pode ser necessária internação hospitalar. Quando o paciente é refratário ao tratamento medicamentoso ou não tolera seus efeitos colaterais e na catatonia, está indicada a eletroconvulsoterapia.

O transtorno afeta diretamente as relações familiares com sofrimento e desgaste. A esquizofrenia é, porém, uma doença orgânica como qualquer afecção de outros sistemas, suas manifestações não podem ser confundidas com maldade, preguiça ou impertinência, por isso é fundamental que a família se esclareça sobre as características da doença e as necessidades do paciente.


Correio de Gravataí
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