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Gilson Luis da Cunha

Cegos, surdos e loucos

Diário de bordo de um nerd no planeta Terra (DATA ESTELAR 16092018)
16/09/2018 07:30

Gilson Luis da Cunha é doutor em Genética e Biologia Molecular pela Ufrgs, Old School Nerd, fã incondicional de livros filmes, séries e quadrinhos de ficção científica, fantasia e aventura

www.gilsonluisdacunha.com.br

E na última quarta-feira veio a bomba: uma fonte anônima revelou ao site THR que Henry Cavill, o Superman da atual fase da DC nos cinemas, não voltará a vestir a capa do herói. O mesmo já vinha sendo dito de Ben Affleck e seu Batman. Apesar da história confusa, parece que é mesmo o fim da linha. O personagem de Cavill deveria aparecer em Shazam!, mas as filmagens das cenas com Cavill não ocorreram por conta de problemas com a agenda do ator. Isso liquida de vez com a ideia de um Universo Cinematográfico DC nos cinemas. Tão cedo não veremos um filme do kriptoniano.

Por outro lado, comenta-se que a DC/Warner resolveu investir num filme da Supergirl. Ao mesmo tempo, já começaram as especulações a respeito de quem substituiria Cavill e Affleck. Jon Hamm está bastante cotado para viver o Batman. Ele mesmo já manifestou interesse no papel, em diferentes ocasiões.

No caso de Superman, surgiram especulações de que Michael B. Jordan (o Killmonger, de Pantera Negra) estaria sendo cotado para ser o novo Superman no cinema, num futuro reboot do personagem. Nesse clima caótico, um movimento zoeira (ao que se sabe, não iniciado no Brasil) começa a varrer o globo exigindo ninguém mais ninguém menos do que Nicholas Cage, o ator que quase viveu Superman, num bizarro filme do herói, jamais produzido, que devia ter sido dirigido por Tim Burton, mas (felizmente!) jamais saiu do papel.

Cage (foto) chegou a fazer fotos com o figurino do filme, cuja trama incluiria bizarrices como um uniforme que revela as vísceras do herói quando ele usa seus poderes... sério. Até Cage entrou na brincadeira, se dizendo pronto para assumir a capa do kriptoniano. Pois é. Diante de tudo isso, é de se perguntar, o que aconteceu com a DC/Warner? Não se pode atribuir a péssima fase da DC nos cinemas apenas à tragédia familiar de Zack Snyder (sua filha se suicidou durante a produção de Liga da Justiça).

Vindo de uma triunfante adaptação de Watchmen e do bom O Homem de Aço, o diretor começou a derrapar em Batman vs. Superman. E não parou mais. Entretanto, não foi o único. Não existiu um esforço por parte do estúdio em construir um universo orgânico, no qual todas as narrativas fluem de modo complementar. Na verdade, há enormes buracos narrativos entre os filmes, sem contar a falta de uma identidade visual e musical, como se percebe nas trilhas sonoras insípidas "assinadas" por Hans Zimmer, que podia, por exemplo, ter reutilizado seu tema para o Batman de Christopher Nolan, ao invés de deixar um de seus pupilos criar uma música bem genérica para o vigilante de Gotham.

Danny Elfman, chamado às pressas por Joss Whedon, quando este foi convocado para refilmagens de Liga da Justiça, também decepcionou. Prometeu trazer de volta o seu tema, escrito para o Batman de Tim Burton (1989) e o tema de John Williams para Superman (1978). O resultado é menos que uma vinheta, que mal se ouve.

No meio dessa salada, personagens como Flash e Cyborg perderam a chance de ter seus filmes solo. A Mulher Maravilha já tem o seu segundo filme garantido e Aquaman está para estrear ainda esse ano. Que tom terão? Serão um encerramento do atual Universo DC no cinema? Ou simplesmente o ignorarão? Aposto na segunda opção.

Foi revelado a algum tempo que teremos dois filmes diferentes com o Coringa. Um com aquela aberração do Jared Leto. Outro com Joaquin Phoenix, contando a origem do personagem. Tudo indica que a Warner optou por atirar para todo lado, na esperança de que algum título tenha sucesso. Para os fãs, o momento é de cautela.

No entanto, nem tudo está perdido: o recente desenho animado dos Jovens Titãs no cinema chutou o balde, com seu clima de galhofa (tem até participação de Stan Lee!) e, até o momento, vai muito bem, obrigado.

Vida longa e próspera e que a força esteja com você. Até domingo que vem.


Correio de Gravataí
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