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Cris Manfro

Onde meus pés estão?

"Parece ser uma resposta muito simples de responder, mas não é"
16/09/2018 06:00

Cris Manfro é psicóloga clínica, terapeuta de família e casal e mediadora familiar
acmanfro@terra.com.br

Eu muitas vezes ouvi a frase “Fincar os pés em um determinado lugar”. Mais recentemente é que comecei a pensar sobre onde estão os meus pés. É claro que esse pensamento me faz pensar para onde eles estão me levando. Parece ser uma resposta muito simples de responder, mas não é. Muita gente tem claro que deseja ir para um lugar e pega um caminho totalmente diferente. Diz querer viver de determinada maneira e, quando vê, está se afastando totalmente de tudo que desejou ou pensou para si. A tendência é quanto mais nos afastarmos do que havíamos sonhado e desejado para nossas vidas, mais infelizes nos sentirmos. Pior! Acabamos fazendo outras pessoas sofrerem e ficarem infelizes também.

Mas tem o outro lado da moeda. É quando você tinha tudo escrito e determinado na sua cabeça de como as coisas deveriam ser para ser feliz e vêm verdadeiros tsunamis da vida, não esperados. Assim, independentemente da sua vontade, você se descobre mais feliz do que jamais havia pensado ou sonhado. Os imprevistos da vida têm disso: podem surpreender com coisas boas também.

É necessário observar onde seus pés estão e o que é possível fazer por você e pelos outros em se tratando de felicidade. Não está feliz onde está? Pense se sua cabeça não está muito longe dos seus pés e os movimente para o mais perto que consigas do que almejou. Porém, não deixe de se perguntar se sua cabeça, não estando onde seus pés estão, é que está impedindo você de aproveitar o momento, curtir o presente e validar onde você está e o que de bom se pode viver. Vem daí a máxima: “Só deu valor depois que perdeu”. Isso quer dizer: a minha cabeça estava em qualquer lugar menos onde meus pés estavam.

Você está se sentindo infeliz onde está com seus pés? Movimente-os, eles foram feitos para isso. Está indo num caminho diferente do que você havia sonhado, não está gostando e tem condições de voltar? Dê meia volta volver e volte. Ou pegue numa encruzilhada qualquer outro caminho que se aproxime mais do seu objetivo. Não tem como sair de um caminho que não queria nesse momento? Pense primeiro se isso não está ligado a uma ideia negativa a seu respeito, de não se sentir capaz.

Se realmente não tem o que se fazer no momento, então trate de tornar a estada nessa posição o mais confortável possível, preparando os seus pés para seguir viagem por outras estradas. Tem momentos na vida em que temos que amargar estar onde não gostaríamos, porque faz parte da caminhada. Entrou num caminho que você não havia sonhado, mas tem sido surpreendentemente bom? Então aproveita, pois a vida pode fazer uma “sacanagem” com você com deliciosas surpresas. O importante é você parar e observar onde estão os seus pés. Eles podem estar levando você para um precipício ou para o paraíso.


Correio de Gravataí
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