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Mauro Blankenheim

Um museu por dia

"A calamidade que se abateu sobre o Museu Nacional é um sinal oportuno sobre o sucateamento do País"
09/09/2018 06:30

Mauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

É importante e providencial que o acontecido no domingo passado no Rio de Janeiro não se apague. A calamidade – me recuso a chamar de tragédia – que se abateu sobre o Museu Nacional é um sinal oportuno sobre o sucateamento do País como um todo, mais visível à opinião pública transformadora do que mortes diárias em hospitais, declínio da educação, assassinatos em pleno meio-dia nas ruas ou mesmo mostras de que a inflação retornou com força incontrolável.

A novidade do incêndio apostado, certamente passará a ocupar os até então despidos de verbas para a cultura programas de governo e insuportáveis programas de rádio e televisão dos partidos, que seguem prometendo o que não vão cumprir de uma maneira cada vez mais patética.

A erradicação dos programas eleitorais já seria motivo suficiente para votar em Amoêdo, que sinaliza acabar com esta falcatrua ideológica midiática pluralista e ridícula, que apresenta em sua maioria, elementos que, sem a menor qualificação, buscam apenas garantir para si um salário e vantagens ocultas. O que chama a atenção é que tanto ele quanto Bolsonaro, passam a ideia de que assim que assumirem, se eleitos, vão repintar a economia e mexer com as bases de tudo que aí está instalado há décadas. Parece que não contam com os vácuos e os hiatos que terão de preencher no Senado e na Câmara, sem contar com o número mínimo imprescindível para implementar leis e novas diretrizes no comando da Nação.

A eleição que se aproxima é uma caixinha de surpresas. Enquanto o PT deve passar numérica e cativamente para o segundo turno, independente de quem seja seu representante, resta saber quem estará ativo para combater o bom combate: Ciro? Alckmin? Álvaro? Cada um também oferecendo miríades de realizações que às vezes ultrapassam o limite do pensamento mágico.

Se pudesse, humildemente, daria uma sugestão a todos os eleitores: votem inútil! Essa mania nacional que se instalou como uma praga, de que devemos votar em quem vai ganhar, é uma prática altamente desaconselhável para os bons costumes, formação de novos líderes e o melhor futuro para o Brasil. A gente deve votar em quem se acredita poder levar a efeito as mudanças de que nossa pátria necessita, os objetivos que nossa população almeja e o País que sempre sonhamos para nossas famílias.

Isso pode até acabar elegendo quem a gente não aprecia. Mas assim é a democracia. Vox populi, vox Dei. A disseminação dos votos entre diversos candidatos pode mostrar um retrato fiel de quanto a nossa nação está fragmentada em sua índole política e de quanto nós estamos carentes de bons estadistas. Seja o que Deus escolher!


Correio de Gravataí
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